Saturday, October 24, 2009

Sobre Santo Antônio Claret e Dom Vicente Matos

ou
dois comentários sobre duas postagens-

por Armando Lopes Rafael


Neste 24 de outubro duas matérias veiculados neste blog chamaram minha atenção. A primeira, post de Dihelson Mendonça, sobre o Santo do Dia, Antônio Maria Claret; a segunda, sobre Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro bispo de Crato, de autoria de Ivens Mourão.
1ª) Santo Antonio Maria Claret (foto abaixo), bispo e confessor, pregador popular, espanhol de nascimento e que foi arcebispo de Santiago de Cuba. Naquela ilha sofreu duras perseguições dos inimigos da Igreja Católica. Numa delas, um atentado contra a vida do arcebispo, no qual o sicário fora pago para golpear – com uma navalha – o pescoço do religioso. Este desviou a cabeça, mas a navalha fez profundo corte vertical na sua face. Cicatriz que o acompanhou pelo resto da vida.
Santo Antônio Claret foi forçado a sair de Cuba. No navio que o conduzia ao exílio o santo ele fez algumas profecias sobre a ilha de Cuba. Previu que ela se separaria da Espanha, mas por conta das apostasias do povo cubano a ilha ficaria – durante algumas décadas – submissa aos Estados Unidos. Depois viria uma ditadura que livraria a submissão aos Estados Unidos, mas levaria Cuba à submissão a outra potência e que essa ditadura manteria, durante décadas, a população da ilha à penúria e à miséria. Acertou em cheio Santo Antônio Claret.
Mas, ao final o santo disse que prefereria continuar na América, pois no continente americano floresceriam santos maiores do que os surgidos na Europa.
A propósito, o leitor já reparou o número de candidatos (brasileiros e de outras nações latino-americanas) que se encontra em fase de beatificação-canonização no Vaticano?

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2º) Dom Vicente de Paulo Araújo Matos (na foto abaixo, o 2º da esquerda para a dieira) foi (e continua sendo) o maior benfeitor de Crato ao longo da história da Cidade de Frei Carlos. Desnecessário enumerar o número de obras deixadas pelo grande bispo. E em retribuição ao bem que fez, Dom Vicente – na maioria das vezes – só recebeu ingratidão. O Monsenhor José Honor de Brito defende uma tese: desde a saída de Dom Vicente Matos o progresso de Crato estagnou e cidade deve uma reparação ao seu terceiro bispo. Será que, a exemplo do sofrido povo cubano, estamos vivendo um “inferno-astral” por conta da ingratidão feita pelas elites cratenses para com Dom Vicente?
Na dúvida, façamos uma reparação à memória do dinâmico bispo...

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

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