As novas gerações talvez nunca ouviram falar neste fato, mas de 31 de agosto a 30 de outubro de 1969 -- durante dois meses -- o Brasil teve três presidentes da República (ao invés de um) no exercício deste cargo. Tudo aconteceu porque o Marechal Artur da Costa e Silva (segundo presidente do regime militar, foto à esquerda) sofreu um AVC, ficando impossibilitado ao exercício do cargo e os militares se recusaram a passar o poder ao vice-presidente, o civil Pedro Aleixo.No período acima citado o Brasil foi governador por uma Junta Militar, formada pelos ministros:
general Aurélio de Lira Tavares (Exército), almirante Augusto Rademaker (Marinha) e brigadeiro Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica). – foto à direita – A Junta Militar enfrentou, nesses dois meses, grupos armados da esquerda (como o MR-8 e a Aliança Renovadora Nacional–ALN), que sequestraram o embaixador dos EUA no Brasil, Charles Elbrick. Os guerrilheiros
exigiram a libertação de 15 presos políticos para soltar o embaixador. Foram atendidos.
general Aurélio de Lira Tavares (Exército), almirante Augusto Rademaker (Marinha) e brigadeiro Márcio de Sousa e Melo (Aeronáutica). – foto à direita – A Junta Militar enfrentou, nesses dois meses, grupos armados da esquerda (como o MR-8 e a Aliança Renovadora Nacional–ALN), que sequestraram o embaixador dos EUA no Brasil, Charles Elbrick. Os guerrilheiros A Junta Militar escolheu como novo presidente o general Emílio Garrastazu Médici, (foto à esquerda) o qual, a exemplo dos seus antecessores, Marechal Castelo Branco e do Marechal Artur da Costa e Silva, também foi eleito pelo Congresso Nacional com a quase totalidade dos votos de deputados e senadores. O presidente Médici chegou a ser aplaudido de pé por uma multidão de cerca de cem mil pessoas que foram assistir a um jogo da seleção brasileira no Estádio do Maracanã.
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