Thursday, November 4, 2010

Valhei-me Padim Ciço! - Governadores eleitos querem o retorno da CPMF


NE - Passadas as eleições, a farra do boi já começa...


Fonte: Diário do Nordeste

Os governadores, reunidos em Brasília, discutiram ontem como o PSB vai participar do Governo Dilma - FOTO: ELZA FIÚZA/ABR - Na opinião do partido, o setor está totalmente necessitado e só deve melhorar com mais dinheiro em caixa.

Brasília (Sucursal). Reunidos em Brasília, governadores do PSB defenderam ontem que a saúde ganhe uma nove fonte de financiamento. Apesar de a presidente eleita Dilma Rouseff ter dito na última quarta-feira que era contra a criação de novos impostos, os governadores do PSB acreditam que é necessária uma contribuição específica para a saúde. Na opinião dos socialistas, o setor está totalmente necessitado e só deve melhorar com mais dinheiro em caixa. Eles discordam, no entanto, se o tributo deve ser a CSS (Contribuição Social para a Saúde) ou se a volta da extinta CPMF (Contribuição Provisória Sobre a Movimentação Financeira). Na opinião do governador do Ceará, Cid Gomes, o mais adequado seria aprovar ainda este ano no Congresso Nacional a CSS, tributo que está sendo discutido com a alíquota de 0,1% destinado apenas para a saúde.

"A depender de mim, a CPMF não volta, fica apenas a CSS. O claro é a necessidade do financiamento para a saúde". De acordo com Cid Gomes, a União precisa ter um recurso a mais, que está proposto na chamada CSS. "A contribuição que está proposta nesse regulamento da emenda 29 tem uma alíquota bem menor que a da CPMF, algo em torno de um quarto", disse. A proposta do governador é que ainda esse ano possa ser votado o projeto.

Já o presidente nacional do PSB, o governador de Pernambuco Eduardo Campos, disse que a CPMF deve voltar. "Tenho colocado ao presidente Lula que há um sub financiamento da saúde, que é uma grave questão nas contas dos municípios e dos Estados. É uma questão de ordem real e que está na pauta do dia. Por isso, em partes ou no todo a CPMF deve voltar". A CPMF foi extinta pelo Congresso em dezembro de 2007. Ela tinha alíquota de 0,38%, que era destinada à previdência social e à assistência social.

Em entrevistas a jornalistas na última quarta-feira, Dilma admitiu a necessidade de mais dinheiro para a saúde, mas garantiu que não enviará ao Congresso projeto de lei para recriação da CPMF. Disse também que não fará nada sem negociar com governadores.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

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