Ai de ti AraripePorque a semente do mal
Vai subir a serra.
Ai de ti Araripe
Porque a elite
Vai ao teu encontro
Acometida pelo vírus
de plena gripe.
Araripe,
Te cuida
A elite tem sede
De sangue e metal.
E todo o mel
Que tu já deste
Aos caririenses
e ao ecossistema do mundo,
Agora tem seu troco.
Sal da fauna humana
Maldade dos homens.
Poluição,
moto-serra
A te ferir de morte.
Tanto ódio
E o veneno da química
Dos ensandecidos
debaldemente imaginando
Que conseguirão
A te ferir de morte.
Tanto ódio
E o veneno da química
Dos ensandecidos
debaldemente imaginando
Que conseguirão
comer dinheiro.
Ai de ti Araripe
Te preparas pra morrer.
E ninguém haverá
De assistir sequer
o “formidável da tua última quimera”;
Porque o teu féretro será solitário.
Porque ninguém estará mais aqui,
Para colocar a última pá de terra
Sobre teu caixão ecológico.
E tampouco,
Vislumbrará a última flor de lótus.
Ai de ti Araripe
Te preparas pra morrer.
E ninguém haverá
De assistir sequer
o “formidável da tua última quimera”;
Porque o teu féretro será solitário.
Porque ninguém estará mais aqui,
Para colocar a última pá de terra
Sobre teu caixão ecológico.
E tampouco,
Vislumbrará a última flor de lótus.
Ai de te Araripe.
Vela por nós
Enquanto há tempo.
de tempo ser...
Porque primeiro
Morreremos nós,
Quando te matamos.
Porque primeiro
Morreremos nós,
Quando te matamos.
O fim das florestas
é o suicídio coletivo
do mundo.
A autodestruição
de todas as espécies.
Araripe, Araripe!
Deus queira
Que o céu
Seja teu limite...
Araripe, Araripe!
Deus queira
Que o céu
Seja teu limite...
(*) José Cícero
Prof. Poeta e Escritor
Secretário de Cultura
Aurora-CE.
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