LANÇAMENTO DE LIVRO
Homenagem à irmã Edeltraut
Fonte: Diário do Nordeste, edição de 10.Jan.2010
Texto e fotos de Elizângela Santos

LIVRO CONTA a trajetória da irmã da ordem beneditina, Edeltraut Lerch, que veio da Alemanha para o Brasil. Traz um resgate de alguns escritos da irmã nas áreas da Administração Hospitalar e Religiosidade. Ela foi administradora do Hospital São Vicente de Barbalha.
Para o escritor Emerson Monteiro, Edeltraut Lerch é uma pessoa que encanta pela dedicação missionária ao bem-estar do semelhante, aos moldes do que foi ensinado por Jesus.
O livro "Um Pouco de Perfume" foi editado, revisado e coordenado pelo escritor e advogado Emerson Monteiro
Barbalha - A história que conta a trajetória da irmã da ordem beneditina, Edeltraut Lerch, que veio da Alemanha para o Brasil, será lançada no livro "Um Pouco de Perfume", no próximo dia 16, às 19h30, no auditório do Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha. Trata-se de um olhar humanizado nos serviços de saúde, que rendeu para o município o desenvolvimento de uma vocação, hoje referência no Estado com equipamentos de saúde e um curso de Medicina. Essa visão se atribui em muitos aspectos ao olhar da irmã Edeltraut, que acaba de fazer 80 anos.
A publicação foi editada, revisada e coordenada pelo escritor e advogado Emerson Monteiro, com apresentação do também escritor, Armando Lopes Rafael. O trabalho está sendo publicado pela Realce Editora e Indústria Gráfica, de Fortaleza, com 242 páginas. O livro traz um resgate de alguns escritos da irmã Edeltraut Lerch, nas áreas da Administração Hospitalar e Religiosidade, e recebeu apoio cultural dos empresários Raimundo Tadeu e Luiziane Alencar, amigos da irmã e admiradores do seu trabalho e trajetória de vida.
O livro conta com depoimentos do médico e historiador, Napoleão Tavares Neves, também ex-diretor clínico do Hospital administrado pela irmã. Ele lembra do momento em que a freira beneditina chegou em Barbalha, período em que o hospital estava sendo construído. Ela, enfermeira especializada em Educação, que veio para dirigir o hospital. "Ainda muito jovem, ia tomando conhecimento da cidade e da obra em fase de acabamento", diz ele. Hoje o hospital é referência, junto com o Centro de Oncologia, para mais de 40 cidades incluindo os estados circunvizinhos.
O médico em seu artigo publicado no livro, faz um resgate do momento que Barbalha recebeu o Hospital São Vicente. Nesse período fazia a parte de ambulatório na unidade. Recorda do momento inicial, em que foi preciso ampliar o atendimento por parte do credenciamento no serviço público, beneficiando um maior número de pessoas carentes na cidade. Para isso, se valeu de uma luta, de um trabalho árduo e até buscou apoio financeiro junto aos seus compatriotas na Alemanha. Momentos em que o hospital atravessava crises fez uma peregrinação por ministérios, em busca de apoio para o desenvolvimento das atividades no hospital.
Para Armando Rafael, irmã Edeltraut é uma pessoa cuja vida parece pertencer aos outros, pelo seu nível de dedicação, em quase todo o tempo dedicado ao outro. Os momentos de sofrimento diante dos horrores da Segunda Guerra são citados na autobiografia da irmã vividos pelos Lerch, na Alemanha. O escritor Armando Rafael, ressalta esse momento na apresentação do livro, quando cita uma adolescência não vivida pela religiosa beneditina. Chegou a trabalhar como empregada doméstica e, aos 20 anos, atendeu ao chamado da vida religiosa. "Estava escrito no destino da irmã que Barbalha seria o palco de suas maiores lutas e desafios", diz Armando. A cidade também foi lugar de muitas conquistas pessoais e sociais para cidade.
Num momento autobiográfico, nas páginas iniciais do livro, a irmã Edeltraut fala dos seus primeiros momentos de vida, sua formação familiar na Europa. "Minha mãe desejava que eu, após concluir a formação básica, aprendesse a profissão de costureira", lembra. Em seguida, fala da fase final da Segunda Guerra Mundial, em que os soldados russos e poloneses passavam saqueando a vila onde morava. Escapou, com a irmã e uma moça refugiada do Leste da Polônia, da sanha criminosa do que era normal para esses soldados, de estuprar as mulheres. Fugiram para o meio da floresta e num momento em que a ameaça se aproximava, um Pai Nosso e a respiração contida serviram de defesa.
A empresária Luiziane Alencar afirma que falar da religiosa é destacar alguém especial. "Quem a conhece sabe da sua importância para a saúde de Barbalha", destaca.
A irmã Edeltraut faz uma abordagem da sua experiência em administração hospitalar, onde estão inseridos os princípios básicos da humanização, a importância da humanização em análise, as relações interpessoais e a sua importância para o crescimento. Quanto ao papel da enfermeira, um destaque relacionado a pessoa de confiança do doente, este, acima de tudo, diz ela, uma pessoa, mesmo quando suas condições físicas e psíquicas parecem negá-lo.
Cartas, documentos, mensagens, discursos, matérias publicadas em jornais do Estado e da região, são abordados de forma minuciosa. O livro é um documentário de vida que homenageia uma mulher com uma trajetória brilhante e exemplar. É um exemplo de fé e de amor ao próximo. "Um Pouco de Perfume" tem muito a ensinar.
Homenagem à irmã Edeltraut
Fonte: Diário do Nordeste, edição de 10.Jan.2010
Texto e fotos de Elizângela Santos

LIVRO CONTA a trajetória da irmã da ordem beneditina, Edeltraut Lerch, que veio da Alemanha para o Brasil. Traz um resgate de alguns escritos da irmã nas áreas da Administração Hospitalar e Religiosidade. Ela foi administradora do Hospital São Vicente de Barbalha.

Para o escritor Emerson Monteiro, Edeltraut Lerch é uma pessoa que encanta pela dedicação missionária ao bem-estar do semelhante, aos moldes do que foi ensinado por Jesus.
O livro "Um Pouco de Perfume" foi editado, revisado e coordenado pelo escritor e advogado Emerson Monteiro
Barbalha - A história que conta a trajetória da irmã da ordem beneditina, Edeltraut Lerch, que veio da Alemanha para o Brasil, será lançada no livro "Um Pouco de Perfume", no próximo dia 16, às 19h30, no auditório do Hospital São Vicente de Paulo, em Barbalha. Trata-se de um olhar humanizado nos serviços de saúde, que rendeu para o município o desenvolvimento de uma vocação, hoje referência no Estado com equipamentos de saúde e um curso de Medicina. Essa visão se atribui em muitos aspectos ao olhar da irmã Edeltraut, que acaba de fazer 80 anos.
A publicação foi editada, revisada e coordenada pelo escritor e advogado Emerson Monteiro, com apresentação do também escritor, Armando Lopes Rafael. O trabalho está sendo publicado pela Realce Editora e Indústria Gráfica, de Fortaleza, com 242 páginas. O livro traz um resgate de alguns escritos da irmã Edeltraut Lerch, nas áreas da Administração Hospitalar e Religiosidade, e recebeu apoio cultural dos empresários Raimundo Tadeu e Luiziane Alencar, amigos da irmã e admiradores do seu trabalho e trajetória de vida.
O livro conta com depoimentos do médico e historiador, Napoleão Tavares Neves, também ex-diretor clínico do Hospital administrado pela irmã. Ele lembra do momento em que a freira beneditina chegou em Barbalha, período em que o hospital estava sendo construído. Ela, enfermeira especializada em Educação, que veio para dirigir o hospital. "Ainda muito jovem, ia tomando conhecimento da cidade e da obra em fase de acabamento", diz ele. Hoje o hospital é referência, junto com o Centro de Oncologia, para mais de 40 cidades incluindo os estados circunvizinhos.
O médico em seu artigo publicado no livro, faz um resgate do momento que Barbalha recebeu o Hospital São Vicente. Nesse período fazia a parte de ambulatório na unidade. Recorda do momento inicial, em que foi preciso ampliar o atendimento por parte do credenciamento no serviço público, beneficiando um maior número de pessoas carentes na cidade. Para isso, se valeu de uma luta, de um trabalho árduo e até buscou apoio financeiro junto aos seus compatriotas na Alemanha. Momentos em que o hospital atravessava crises fez uma peregrinação por ministérios, em busca de apoio para o desenvolvimento das atividades no hospital.
Para Armando Rafael, irmã Edeltraut é uma pessoa cuja vida parece pertencer aos outros, pelo seu nível de dedicação, em quase todo o tempo dedicado ao outro. Os momentos de sofrimento diante dos horrores da Segunda Guerra são citados na autobiografia da irmã vividos pelos Lerch, na Alemanha. O escritor Armando Rafael, ressalta esse momento na apresentação do livro, quando cita uma adolescência não vivida pela religiosa beneditina. Chegou a trabalhar como empregada doméstica e, aos 20 anos, atendeu ao chamado da vida religiosa. "Estava escrito no destino da irmã que Barbalha seria o palco de suas maiores lutas e desafios", diz Armando. A cidade também foi lugar de muitas conquistas pessoais e sociais para cidade.
Num momento autobiográfico, nas páginas iniciais do livro, a irmã Edeltraut fala dos seus primeiros momentos de vida, sua formação familiar na Europa. "Minha mãe desejava que eu, após concluir a formação básica, aprendesse a profissão de costureira", lembra. Em seguida, fala da fase final da Segunda Guerra Mundial, em que os soldados russos e poloneses passavam saqueando a vila onde morava. Escapou, com a irmã e uma moça refugiada do Leste da Polônia, da sanha criminosa do que era normal para esses soldados, de estuprar as mulheres. Fugiram para o meio da floresta e num momento em que a ameaça se aproximava, um Pai Nosso e a respiração contida serviram de defesa.
A empresária Luiziane Alencar afirma que falar da religiosa é destacar alguém especial. "Quem a conhece sabe da sua importância para a saúde de Barbalha", destaca.
A irmã Edeltraut faz uma abordagem da sua experiência em administração hospitalar, onde estão inseridos os princípios básicos da humanização, a importância da humanização em análise, as relações interpessoais e a sua importância para o crescimento. Quanto ao papel da enfermeira, um destaque relacionado a pessoa de confiança do doente, este, acima de tudo, diz ela, uma pessoa, mesmo quando suas condições físicas e psíquicas parecem negá-lo.
Cartas, documentos, mensagens, discursos, matérias publicadas em jornais do Estado e da região, são abordados de forma minuciosa. O livro é um documentário de vida que homenageia uma mulher com uma trajetória brilhante e exemplar. É um exemplo de fé e de amor ao próximo. "Um Pouco de Perfume" tem muito a ensinar.
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