
Como não gosto dos escritos de José Saramago, e como este cidadão fez pesadas críticas ao escritor português Miguel Sousa Tavares, resolvi comprar e ler o livro Equador, escrito pelo último.
Grata surpresa!
Grata surpresa!
O romance de Miguel Sousa Tavares nos transporta à então colônia portuguesa de São Tomé e Príncipe, por volta de 1905, onde traça um paralelo entre a vida mundana e consumista que já existia em Lisboa – a sede da metrópole – e a triste realidade da exploração semi-escrava, num ambiente atrasado e retrógrado das colônias portuguesas.
Quem adquirir este livro não se arrependerá.
Graças a ele, Miguel Sousa Tavares passou a ser comparado a Eça de Queirós, devido às criticas contidas em Equador à sociedade portuguesa do século XIX.
Jornalista muito popular em Portugal – mantém colunas na imprensa escrita e um programa televisivo na TVI – Sousa Tavares estreou tardiamente na ficção, com Equador, em 2003. Recentemente ele esteve no Brasil para lançar seu último romance, “No teu deserto”, durante o Festival do Livro de Parati. Ali, recebeu consagradora recepção por parte de intelectuais brasileiros e do público presente.
Sobre as críticas de que foi alvo por parte de Saramago, Miguel Tavares declarou: “José Saramago já disse que, por ele, tanto faz que eu vá para o Brasil ou para Marte. E eu respondi: tanto faz ao estado português para onde ele vá, pois ele não paga imposto. Tem a Fundação José Saramago, que é isenta e ainda ocupa um prédio histórico cedido pelo estado. Admiro a escrita de Saramago. Mas, como caráter, não o respeito. Estou cansado daquele papel que ele faz de consciência da humanidade, sempre com os ombros curvados”.
Graças a ele, Miguel Sousa Tavares passou a ser comparado a Eça de Queirós, devido às criticas contidas em Equador à sociedade portuguesa do século XIX.
Jornalista muito popular em Portugal – mantém colunas na imprensa escrita e um programa televisivo na TVI – Sousa Tavares estreou tardiamente na ficção, com Equador, em 2003. Recentemente ele esteve no Brasil para lançar seu último romance, “No teu deserto”, durante o Festival do Livro de Parati. Ali, recebeu consagradora recepção por parte de intelectuais brasileiros e do público presente.
Sobre as críticas de que foi alvo por parte de Saramago, Miguel Tavares declarou: “José Saramago já disse que, por ele, tanto faz que eu vá para o Brasil ou para Marte. E eu respondi: tanto faz ao estado português para onde ele vá, pois ele não paga imposto. Tem a Fundação José Saramago, que é isenta e ainda ocupa um prédio histórico cedido pelo estado. Admiro a escrita de Saramago. Mas, como caráter, não o respeito. Estou cansado daquele papel que ele faz de consciência da humanidade, sempre com os ombros curvados”.
Disse tudo.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael
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