Os ministros das Cidades, Márcio Fortes, e da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, visitarão amanhã a região de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, onde dezenas de pessoas morreram soterradas após um deslizamento de terra no Morro da Carioca. Segundo o ministro Márcio Fortes, além de sobrevoar a área de helicóptero, os ministros devem descer para conferir in loco a situação da comunidade local.Márcio Fortes também deve conferir a situação da região de Mossoaba, em Angra dos Reis, onde estão sendo construídas 480 residências do Programa de Arrendamento Residencial (PAR). De acordo com o ministro, o projeto está parado atualmente, mas pode ser usado no programa Minha Casa, Minha Vida para abrigar as vítimas do desabamento de terra no morro da Carioca.O ministro das Cidades ainda não tem um estudo acerca do valor que deve ser destinado ao Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, onde outras cidades também foram destruídas pelas chuvas e pelas enchentes de alguns rios. De acordo com Márcio Fortes, neste primeiro momento, cabe à Defesa Civil municipal, estadual e federal atuar para resgatar sobreviventes, alocar os desabrigados e fornecer alimentação e suprimentos básicos, como roupas e cobertores. Em um segundo momento, os municípios com situação de calamidade pública decretada devem encaminhar ao governo do Estado um projeto de reconstrução das áreas afetadas e só depois o ministério pode liberar os recursos.
"Agora, precisamos esperar que o nível das águas baixem, ver a situação das encostas para ver em que casos as residências poderão ser recuperadas e quais não poderão ser recuperadas. Depois, procurar locais para reconstruir casas, sempre observando a questão da segurança dos solos", afirmou Fortes.
Prevenção
Dados da ONG Contas Abertas revelam que o governo aplica de 10 a 15 vezes mais em recuperação de áreas destruídas por catástrofes climáticas do que em prevenção desses acidentes. Provocado sobre o assunto, o ministro afirmou que, como o Ministério das Cidades é um órgão relativamente novo (foi criado em 2003 e ganhou força em 2007 com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento, PAC), será comum encontrar números que revelam discrepâncias deste tipo, até que a situação possa ser balanceada.
Fortes afirmou ainda que a responsabilidade pelas construções em locais irregulares e de risco não é do governo federal e sim das autoridades locais. O ministro afirma que todos os programas de moradia coordenados pelo governo federal estão observando a segurança dos solos. "Estamos recuperando vinte e tantos anos de desorganização de ocupação dos solos urbanos. Estamos corrigindo. Tudo que estamos fazendo hoje é para evitar catástrofes futuras", completou.
do Último Segundo :: Brasil
No comments:
Post a Comment