O MOVIMENTO NAS RUAS do Crato e Juazeiro do Norte é grande. O lojistas comemoram o vai-e-vem das pessoas de todas as idades e classes sociais. No comércio das cidades do Crato e Juazeiro do Norte, muita confusão e até falta de produtos como cimento. Crato. Lojas abarrotadas de clientes, falta de estacionamento nas ruas, confusão no trânsito, ausência de alguns produtos no mercado, entre os quais, cimento, telha, tinta e até enfeites natalinos. Este é o retrato das cidades de Crato e Juazeiro do Norte nestas últimas horas que antecedem ao Natal. "Com a liberação da segunda parcela do 13º salário o comércio foi aquecido a partir de segunda-feira". Os lojistas apostam em um aumento de 15% no volume de vendas com relação ao registrado no ano passado.No "camelódromo" do Crato (espaço reservado ao comércio informal) é difícil atravessar de um lado para o outro. O amontoado de postos de venda e o grande fluxo de clientes a procura de artigos populares importados e bugigangas impedem o trânsito de pessoas. O vendedor Hélio dos Santos lamenta que até enfeites de Natal, como lâmpadas e bolinhas, estão faltando para comprar. Na entrada do camelódromo, os ambulantes comemoram o vai-e-vem de pessoas de todas as idades e classes sociais. O vendedor Antônio Marcos da Silva desabafa: "eu nunca vi um movimento igual". O termômetro desse movimento é medido pelo vendedor de pastéis, Francisvaldo Cesário, conhecido como "Camburão". Ele teve que dobrar a produção para atender a toda a demanda.
Falta Cimento
Este ano, está ocorrendo um fato curioso. É na venda de material para construção. Além das obras governamentais e a expansão da construção civil, que geram emprego e renda, está sobrando dinheiro para construção e reforma da casa própria. A avaliação é feita pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas do Crato (CDL), Geraldo Pinheiro, acrescentando que já começa a faltar cimento no mercado. "A procura é maior do que a oferta", garante Pinheiro. O comerciário Edmilson Castro, que trabalha numa loja de material para construção, em Juazeiro do Norte, diz que em menos de duas horas vendeu 180 sacos de cimento no varejo. "Quando o produto chegou, não deu para quem quis", complementou. A Casa Forte, do Crato, vendeu ontem 280 sacos. O preço do cimento subiu de R$ 20,00 para R$ 27,00 no mercado paralelo.
Está faltando também tinta para parede. O empresário José Siqueira Filho diz que o estoque de tinta acabou na semana passada. Segundo Siqueira, "a fábrica não tem condições de abastecer o mercado". A falta do cimento, de acordo com os empresários do setor, é atribuída também ao consumo das obras de transposição do São Francisco e da Ferrovia Transnordestina. Quem quiser comprar o milheiro de telha, vai ter que esperar, pelo menos, dois meses. O bancário aposentado Manoel Pedrosa está com a casa descoberta porque não encontrou telha no mercado. O proprietário de cerâmica, Ronaldo Gomes de Matos, diz que a região não está preparada para o ritmo de desenvolvimento. Ele adverte que esta ausência de mercadorias pode gerar inflação. Nesse corre-corre para o consumo, a maioria acaba esquecendo o verdadeiro sentido cristão do Natal. "Está faltando, também, no mercado espiritual, a fé ". A observação é do presidente da Missão Resgate, Geraldo Correia, que, ontem à noite, reuniu cerca de quatro mil pessoas na Quadra Bicentenário com o objetivo de fazer uma reflexão sobre a festa natalina.
Na sua avaliação, a data do nascimento do Menino Deus está se transformando numa festa de Papai Noel, enquanto Jesus, que deve ser o foco do evento, está sendo esquecido.
Vendas
15% de aumento no volume de vendas com relação ao ano passado. É neste percentual que os lojistas da região do Cariri estão apontando para o comércio de Natal deste ano
MAIS INFORMAÇÕES
Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do Crato
(88) 3523-2085
R. Teopisto Abath, 481 - Pinto Madeira
Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine
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