Atualmente verifica-se um robusto crescimento da malha urbana da cidade do Crato-CE, o que tem trazido benefícios à sua população, porém ,uma série de transtornos vêm atrelados a esse “desenvolvimento” urbanístico. Dentre esses últimos, podemos elencar: a edificação de conjuntos habitacionais sem a necessária infra-estrutura básica(calçamento, saneamento básico, iluminação pública, sistema de transportes, etc.), construção de moradias em áreas inapropriadas(como é o caso da ocupação das margens de rios), falta de um verdadeiro plano diretor que identifique e oriente quais as áreas melhor destinadas à edificação de empreendimentos imobiliários, etc. Sendo assim, verifica-se uma afronta ao Estatuto das Cidades ( Lei 10257/01), que tem insculpido em seu artigo 2º- A política urbana tem por objetivo ordenar o pleno desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana, mediante as seguintes diretrizes gerais:I – garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infra-estrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e futuras gerações...
É justamente essa realidade vivenciada pelos moradores do CONJUNTO PALMEIRAL. Até a presente data o calçamento e o saneamento básico não passaram de uma quimera. Alguns políticos se prontificaram em solucionar essa problemática, no entanto, as intenções se reduzem a meras propostas. Mas, finalmente, a quem cabe a responsabilização por tamanho descaso? À Caixa Econômica Federal por ter aceitado financiar os imóveis sem exigir às condições básicas de moradia? À Prefeitura Municipal do Crato por ter aprovado esse empreendimento sem atentar para a legislação vigente? Ou, à construtora, que se eximiu da responsabilidade de ter feito, pelo menos, o calçamento?
Enquanto isso, os moradores do PALMEIRAL, durante a quadra chuvosa, convivem com o lamaçal, o que constitui um impeditivo para a trafegabilidade tanto de pessoas como de veículos. Por outro lado, no “verão”, impera a poeira, fator preponderante de agravamento de algumas alergias respiratórias, sobretudo em crianças e idosos.
Até quando esperaremos por essas obras? Queremos dizer que não estamos pedindo favores, pois somos cidadãos regiamente tributados e esperamos ter, no mínimo, nossos direitos assegurados e respeitados. Não nos venham tentar nos ludibriar porque estamos cônscios e coesos quanto a essas demandas. Lembrem-se do que diz o mestre Ivanildo Vilanova na sua sábia Nordeste Independente:
“Povo do meu Brasil
Políticos brasileiros
Não pensem que vocês nos enganam
Porque nosso povo não é besta”
Francisco Duarte
Palmeiral-Crato-CE
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