A Vigilância Sanitária no Ceará recebeu na quarta-feira (19) uma amostra de tecido semelhante a dos lençóis de uso hospitalar que foram encontrados em contêineres vindos dos Estados Unidos na semana passada, no porto de Suape (PE). Segundo a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, o material foi levado por uma dona de casa de Fortaleza, que disse que o pedaço de pano foi comprado em uma loja de Fortaleza.O tecido tem uma inscrição que diz "Department of Veterans Affairs" (instituição americana responsável pelos cuidados médicos de veteranos das forças armadas do país). O material também apresenta diversas manchas.
Lençóis com esse nome e logomarca também foram encontrados pela Receita Federal em Santa Cruz do Capibaribe (205 km de Recife). Quatro lojas já foram fechadas por vender o material irregularmente. De acordo com a Secretaria da Saúde do Estado do Ceará, o pano foi comprado há um mês. A dona de casa havia adquirido o material como retalho para uso em confecção. A secretaria também diz que a mulher afirmou que uma loja de Fortaleza o vendia a R$ 3,50 o quilo.
Ainda segundo a secretaria, a mulher disse que resolveu levar a amostra após ver reportagens sobre a importação ilegal de lixo hospitalar dos EUA na imprensa. O material foi encaminhado para análise laboratorial no IML (Instituto Médico Legal). Um laudo deve determinar se o material é mesmo lixo hospitalar e se oferece perigo. Não há prazo para a conclusão.
A loja apontada pela dona de casa como responsável pela venda do tecido foi vistoriada pela Vigilância Sanitária de Fortaleza nesta quinta-feira, mas os fiscais não encontraram nenhum lençol com suspeita de ter sido importado ilegalmente dos EUA. O órgão registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil sobre a denúncia.
JEAN-PHILIP STRUCK
DE SÃO PAULO
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