A epidemia de dengue no Crato foi controlada com a quebra da transmissibilidade da doença. A constatação é do coordenador de Endemias no município, Marcos Aurélio Monteiro da Silva. Em 2010 foram registrados na cidade 1.445 casos e até setembro de 2011, apesar de ter sido um ano de pluviosidade extremamente agressivo, foram diagnosticados apenas 383 casos da doença, ou seja, 1.062 ocorrências a menos que o ano passado.As ações implementadas pelo sistema de saúde pública municipal conseguiu quebrar a cadeia de transmissão da grave e aguda doença. Segundo Aurélio, que atribuiu à proeza as parcerias com o governo do Estado, instituições e principalmente com a população que entendeu os apelos feitos no tocante aos procedimentos de prevenção.
O Crato iniciou 2011 na possibilidade de uma epidemia de dengue, mas graças ao plano de prevenção que foi desenvolvido na cidade, envolvendo as secretarias municipais, associações, organizações e instituições privadas, indústria e o comércio, Corpo de Bombeiros, Tiro de Guerra, Sociedade Anônima de Água e Esgotos do Crato (SAAEC), agentes de saúde e toda a rede educacional do município, se obteve um dos menores índices de infestação predial do Aedes aegypti do Norte e Nordeste do Brasil, que foi de 0,65 %.
Ou seja, de 50 mil imóveis visitados somente foram encontrados 89 focos com positividade. O coordenador de Endemias explicou também que pela primeira vez na história o município do Crato se conseguiu atender as exigências do Ministério da Saúde, que determina seis visitas domiciliares anuais.
Já o secretário de Saúde do município, Cícero França, disse que ao assumir o cargo, o combate à dengue foi sua principal preocupação. E algumas ações consideradas primordiais foram oferecer gratificações aos agentes de saúde para trabalharem aos sábados, aquisição de celulares para comunicação gratuita entre eles, telamento de 100 por cento das caixas d”água, distribuição de prêmios nas escolas municipais, por meio de paródias, explorando o tema de combate à dengue e outras campanhas educativas. “Essas iniciativas, juntando-se a boa vontade de todos, colocaram o Crato fora de risco de epidemia”, disse o secretário.
Fonte: PMC

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