O Deus pai todo poderoso abençoou os Cratenses com uma chuva refrescante nesta segunda feira dia 17, data da comemoração dos 158 anos de elevação do Crato da condição de Vila à categoria de cidade, por força do artigo único da lei 628, sancionada pelo presidente do Ceará, Joaquim Vilela de Castro Tavares, em 17 de outubro de 1853. O Crato foi criado pelo capuchinho Frei Carlos Maria de Ferrara no ano de 1740 e em 1763 passou a ser município, cuja instalação se deu em 21 de junho do ano de 1764, ou seja, 84 anos após ter sido proclamada sua emancipação política, desmembrando-se do município de Icó. Entre sua criação e sua emancipação, suas principais atividades econômicas eram a agropecuária, agrícola, frutas e legumes. Mas com a sua elevação a categoria de cidade, foi na educação que o Crato encontrou o desenvolvimento e em 1875 foi instalado o Seminário São José, passando a liderar todo o movimento educacional, cultural e universitário com reflexos positivos nos demais setores econômicos, políticos e sociais, tendo a igreja católica como forte parceira no processo de crescimento.A igreja católica foi a responsável pelo crescimento material e social do Crato que, como cidade, começou a criar os serviços necessários a sua vida coletiva. A chegada do Padre Ibiapina em 1864 muito contribuiu no processo evolutivo educacional do Crato e do Cariri com a criação das casas de caridades e outros empreendimentos. O sacerdote também foi um forte parceiro pela instalação do Seminário São José, em 7 de março de 1875, por Dom Antonio Luiz dos Santos, primeiro bispo do Ceará. O Seminário São José influenciou a implantação de outras instituições educacionais subseqüentes. A instalação da Diocese do Crato em 20 de outubro de 1914 pelo papa Bento XV, impulsionou a expansão educacional na cidade criando em 1923 o Colégio Santa Teresa de Jesus, em 1927 o Colégio Diocesano, o Patronato Padre Ibiapina em 1947, o Colégio Madre Ana Couto em 1958 e em 1969 o Colégio Pequeno Príncipe. Estas instituições solidificaram o Crato como o maior pólo educacional do interior do Nordeste.
Com a sua emancipação em 21 de junho de 1764 e a eleição de seu primeiro prefeito, Francisco Gomes de Melo, a historia política do município reserva momentos conflitantes, vitorias e conquistas de repercussão nacional. No inicio do século XIX, o diácono José Martiniano de Alencar, filho da heroína Barbara de Alencar, deflagrou o movimento republicano no Vale do Cariri e o Crato foi o palco principal com a culminância do grito pela independência do Brasil, dado por ele direto do púlpito da igreja matriz de Nossa Senhora da Penha em 3 de maio de 1817. Outra passagem memorável da historia política do Crato foi o enforcamento de Joaquim Pinto Madeira em 1834.
Pela ordem cronológica, o Crato é o V município do Estado do Ceará, vindo em seguida, Fortaleza em 17 de março de 1823, Sobral em 12 de janeiro de 1841, Icó e Aracati em 25 de outubro de 1842.
Wilson Rodrigues e Huberto Cabral
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