A Boehringer queria aprovação para que o remédio fosse receitado a mulheres antes da menopausa, com uma perda persistente, incômoda e inexplicável da libido. A droga, que surgiu como antidepressivo, supostamente age nos neurotransmissores envolvidos na excitação sexual, segundo o laboratório. Por unanimidade, os 11 membros da comissão (sete mulheres e quatro homens) consideraram que a relação risco/benefício era inaceitável, e 10 entenderam que não havia dados suficientes sobre a eficácia. A decisão final sobre o assunto cabe à FDA (Administração de Alimentos e Drogas), que normalmente segue os pareceres dos consultores. Segundo a Boehringer, mulheres que consumiram a droga relatavam ter em média 4,5 experiências sexuais satisfatórias por mês, contra 2,8 de antes de tomarem o remédio. Os estudos duraram seis meses. Quase 15 por cento das mulheres pararam de tomar o flibanserin antes que o estudo terminasse, por causa de possíveis efeitos colaterais. Boehringer disse que a maioria dos problemas relatados eram brandos. A comissão, porém, alegou que havia preocupação com o consumo prolongado. O nome comercial proposto para a droga é Girosa. Ela não foi aprovada em lugar nenhum do mundo.
Fonte: Yahoo Notícias
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