Friday, June 18, 2010

Anti-cratenses, destruidores da cidade – por Pedro Esmeraldo

Certo dia, ouvi de um senhor as seguintes palavras:

“seu” Pedro, admiro muito o senhor por lutar ferrenhamente em defesa do Crato, mas não vejo nenhuma prosperidade porque o senhor luta sozinho. Quisera que houvesse mais ajuda de pessoas interessadas em adquirir com lutas mais desenvolvimento e que todos tivessem união em benefício da terrinha. Se houvesse mais gente disponível, o Crato estaria bem diferente e não seria tão desprezado como se encontra agora”.
“Convém notar que alguns políticos, ou melhor, quase todos os políticos cratenses não reagem diante das dificuldades sombrias. O que ocorre é que a maioria deles é acomodada; fica inerte, dormente e não se esforça para que venham melhoramentos para esta cidade.
“Veja o caso da Ponta da Serra, querendo ser elevada a sede de município sem ter condições para tal. Isto é desdenho para com o Crato. Não posso entender como um pequeno distrito quer subir onde para onde não lhe cabe; considerando que não tem voz ativa para manejar, com sabedoria, seu potencial econômico. Pior: não sabe onde tem as ventas e quer se elevar à custa do suor alheio. Como vai poder manter suas despesas para prevalecer seus esforços, que devem ser enfrentados com altruísmo e sabedoria? Como vai mostrar boas qualidades técnicas no seu projeto econômico?”
Outra vez, estando sozinho em uma das praças da cidade, apareceu outro cidadão, de tez morena, falando que não compreendia o comodismo dos políticos cratenses. Pois não têm vontade férrea de lutar pela cidade.
“Reparo que o senhor é diferente deles, tem força de vontade, é lutador e age semelhante ao tribuno e político grego Demóstenes (384 – 322 a.C.), pois este, sozinho, lutou contra Filipe, Rei da Macedônia, que invadiu a Grécia, vencendo os gregos em batalhas sangrentas, devido à corrupção. A Grécia perdeu a guerra, mas Demóstenes, embora sozinho, lutou até o fim, e o senhor é o exemplo dessa figura notável, pois não esmorece em suas pretensões”.

Dizendo isso se despediu e saiu. Também fiquei perplexo e, ao mesmo tempo, matutando com os dizeres desse senhor que deseja o bem estar do Crato. Agora, um ingênuo de Altaneira, vem zombeteiro, bufando, contaminando o ambiente de tolices, querendo aparecer, tentando desaprovar este movimento contrário em lutar pela defesa de minha cidade. Tenho pensamento sadio e não ando com palavras loucas, apregoando fracasso, mas seria melhor deixar que os outros lutem ao bem estar da sociedade.
Nem pense que vou esmorecer. Andarei sempre de cabeça erguida, pois sempre tive a idéia de lutar e, ao mesmo tempo, peço a Deus que me dê força, altruísmo e sabedoria e ainda peço a Deus que as águas do Crato sejam contempladas pela sua bênção, contemplando-a como cidade de grande porte.
Também peço para livrar o Crato desses abutres que andam assombrando a terra sem dó e piedade, que esperam a hora de abocanhar o seu quinhão. A melhor coisa seria viver numa união duradoura e o pensamento atrelado ao bom companheirismo. Acabem com essa mania de desagregação, já que esse Distrito foi o mais bem contemplado desta cidade e ao mesmo tempo, peço que afastem a religião dessa reivindicação, pois o lugar de religioso é na igreja.

Texto de Pedro Esmeraldo

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