Considerado o maior do país em número de vagas --10 mil para 34 cargos--, um concurso público realizado no último fim de semana pelo governo de Mato Grosso teve que ser cancelado por falhas na distribuição de provas, fiscalização deficiente e denúncias de fraude. A decisão de interromper o concurso foi tomada pelo governador Blairo Maggi (PR) logo após as provas do período da manhã de domingo (22) --haveria outro turno à tarde. Na próxima quarta-feira (25), segundo o governo, será anunciada a nova data do concurso. O concurso teve cerca de 274 mil inscritos, sendo 13 mil de outros Estados. Dois dias antes das provas, o governo anunciou que a seleção poderia ser incluída em um livro de recordes.
Entre as vagas oferecidas, estavam as de professor, delegado, bombeiro e técnico em necropsia. O número de vagas corresponde a 25% do atual quadro de servidores concursados em Mato Grosso. A um custo estimado em R$ 8 milhões, a aplicação das provas estava a cargo da Unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso), que disse ter ocorrido "falhas de logística". "Veremos onde os erros ocorreram e vamos consertá-los", falou o reitor, Taisir Karim. A confusão começou no início da manhã. Devido à quantidade de candidatos e à falta de ônibus públicos, houve congestionamentos por Cuiabá, cidade com mais locais de provas. Candidatos receberam provas para cargos que não estavam disputando. Outros disseram ter recebidos testes com lacres rompidos. Em Cáceres (220 km de Cuiabá), onde fica a sede administrativa da Unemat, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca de computadores nas casas de quatro funcionários suspeitos de fraude. Os equipamentos passarão por perícia.
O procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, defendeu o afastamento imediato da Unemat da organização por "falta de estrutura". Em nota, o governo negou "qualquer possibilidade" de fraude e disse que os episódios mais graves se limitaram a um único local de provas. "Sacrificamos esta prova para mantermos a transparência e lisura do concurso", disse o secretário da Administração, Geraldo de Vitto. Opositores de Blairo disseram que o concurso foi uma "aposta eleitoreira". "O governo tem muita experiência em organizar logística para distribuição da soja e nenhuma em organizar concurso", falou o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), em seu blog.
RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Cuiabá - Folha OnLine
Entre as vagas oferecidas, estavam as de professor, delegado, bombeiro e técnico em necropsia. O número de vagas corresponde a 25% do atual quadro de servidores concursados em Mato Grosso. A um custo estimado em R$ 8 milhões, a aplicação das provas estava a cargo da Unemat (Universidade Estadual de Mato Grosso), que disse ter ocorrido "falhas de logística". "Veremos onde os erros ocorreram e vamos consertá-los", falou o reitor, Taisir Karim. A confusão começou no início da manhã. Devido à quantidade de candidatos e à falta de ônibus públicos, houve congestionamentos por Cuiabá, cidade com mais locais de provas. Candidatos receberam provas para cargos que não estavam disputando. Outros disseram ter recebidos testes com lacres rompidos. Em Cáceres (220 km de Cuiabá), onde fica a sede administrativa da Unemat, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca de computadores nas casas de quatro funcionários suspeitos de fraude. Os equipamentos passarão por perícia.
O procurador-geral de Justiça, Paulo Prado, defendeu o afastamento imediato da Unemat da organização por "falta de estrutura". Em nota, o governo negou "qualquer possibilidade" de fraude e disse que os episódios mais graves se limitaram a um único local de provas. "Sacrificamos esta prova para mantermos a transparência e lisura do concurso", disse o secretário da Administração, Geraldo de Vitto. Opositores de Blairo disseram que o concurso foi uma "aposta eleitoreira". "O governo tem muita experiência em organizar logística para distribuição da soja e nenhuma em organizar concurso", falou o ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB), em seu blog.
RODRIGO VARGAS
da Agência Folha, em Cuiabá - Folha OnLine
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