MahmouD Ahmadinejad escreveu uma carta destacando a "necessidade de cooperação entre os dois países"; AIEA pediu que o Irã aceite acordo nuclear até dezembro deste ano
Foto: Reuters
Presidente Mahmoud Ahmadinejad fará sua primeira visita ao País na segunda-feira e deve se encontrar com Lula. Brasília. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu, ontem, uma maior proximidade com o Brasil e sinalizou que pedirá o apoio do governo brasileiro na área nuclear, de acordo com artigo divulgado pela Embaixada do Irã em Brasília. O líder iraniano chega ao Brasil na próxima segunda-feira, acompanhado de sua comitiva. No texto, Ahmadinejad destacou a "necessidade de cooperação entre os dois países em diversas áreas". "Se nessa polêmica injusta dos países ocidentais contra o programa nuclear iraniano com fins pacíficos o povo brasileiro se coloca ao lado do povo iraniano, é por causa de uma experiência semelhantes. O povo brasileiro entende que alguns poucos poderes arrogantes tentam impedir que outras nações tenham acesso a tecnologias avançadas". O líder do Irã desembarca em Brasília para a visita de apenas um dia. A agenda inclui encontro com o presidente Lula, visita ao Congresso, coletiva de imprensa e discurso em uma universidade seguido de um bate-papo com os estudantes, segundo a embaixada. Esta será a primeira visita de um presidente iraniano ao Brasil e o terceiro encontro com Lula, que visitará Teerã no primeiro semestre de 2010.
Acordo
Também ontem, os países que negociam com o Irã sobre seu programa nuclear concluíram que o país "não respondeu positivamente" ao acordo proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para a provisão de combustível para o reator experimental de Teerã. Os Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha, além da União Europeia (UE), lamentaram também que o Irã não tenha se envolvido "em um diálogo intenso", especialmente por não ter aceitado uma nova reunião para tratar as questões nucleares. As seis potências, que se reuniram ontem em Bruxelas, na Bélgica, para fazer um balanço da situação com o Irã, só falaram de novas sanções "de forma geral", já que "por enquanto não é o momento", segundo informaram fontes da UE.
"Estamos desapontados com a falta de resultado da proposta", afirmou Robert Cooper, oficial da UE, após uma reunião com representantes do Reino Unido, França, Estados Unidos, Alemanha, Rússia e China. O objetivo do encontro em Bruxelas é discutir possíveis medidas contra Teerã devido à recusa do país em suspender o enriquecimento de urânio. Na última quarta-feira, Teerã indicou que não iria aceitar exportar seu urânio enriquecido para ser transformado em combustível nuclear com fins pacíficos em outros países. A AIEA havia proposto que o Irã enviasse cerca de 75% de seu urânio de baixo teor de enriquecimento para a Rússia e a França, onde ele seria transformado em combustível para um reator localizado em Teerã e usado em pesquisas médicas.
O chefe da AIEA, Mohamed ElBaradei, pediu ontem que o Irã aceite até o fim do ano a proposta internacional para enriquecimento de seu urânio no exterior e aconselhou as potências ocidentais para que encerrem o discurso por mais sanções contra o país. ElBaradei afirmou ainda que o rascunho de um acordo alcançado pela agência junto às potências e ao Irã é uma chance rara para Teerã acabar com a desconfiança internacional em torno de seu programa nuclear.
"Eu esperaria definitivamente que nós cheguemos a um acordo antes do final do ano", disse ElBaradei, em conferência em Berlim, na Alemanha. "Eu acredito francamente que a bola está com os iranianos. Eu espero que eles não percam esta chance única, mas fugaz". ElBaradei disse ainda não acreditar que a rejeição iraniana à proposta, que não foi entregue por escrito, mas reiterada pelos discursos de seu chanceler, seja a posição final de Teerã e disse manter contato com seus colegas no país. "O que eu tive foi uma resposta oral, basicamente dizendo que nós precisamos manter todo o material no Irã até termos todo o combustível", afirmou.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
Foto: Reuters
Presidente Mahmoud Ahmadinejad fará sua primeira visita ao País na segunda-feira e deve se encontrar com Lula. Brasília. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, defendeu, ontem, uma maior proximidade com o Brasil e sinalizou que pedirá o apoio do governo brasileiro na área nuclear, de acordo com artigo divulgado pela Embaixada do Irã em Brasília. O líder iraniano chega ao Brasil na próxima segunda-feira, acompanhado de sua comitiva. No texto, Ahmadinejad destacou a "necessidade de cooperação entre os dois países em diversas áreas". "Se nessa polêmica injusta dos países ocidentais contra o programa nuclear iraniano com fins pacíficos o povo brasileiro se coloca ao lado do povo iraniano, é por causa de uma experiência semelhantes. O povo brasileiro entende que alguns poucos poderes arrogantes tentam impedir que outras nações tenham acesso a tecnologias avançadas". O líder do Irã desembarca em Brasília para a visita de apenas um dia. A agenda inclui encontro com o presidente Lula, visita ao Congresso, coletiva de imprensa e discurso em uma universidade seguido de um bate-papo com os estudantes, segundo a embaixada. Esta será a primeira visita de um presidente iraniano ao Brasil e o terceiro encontro com Lula, que visitará Teerã no primeiro semestre de 2010.
Acordo
Também ontem, os países que negociam com o Irã sobre seu programa nuclear concluíram que o país "não respondeu positivamente" ao acordo proposto pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para a provisão de combustível para o reator experimental de Teerã. Os Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha, além da União Europeia (UE), lamentaram também que o Irã não tenha se envolvido "em um diálogo intenso", especialmente por não ter aceitado uma nova reunião para tratar as questões nucleares. As seis potências, que se reuniram ontem em Bruxelas, na Bélgica, para fazer um balanço da situação com o Irã, só falaram de novas sanções "de forma geral", já que "por enquanto não é o momento", segundo informaram fontes da UE.
"Estamos desapontados com a falta de resultado da proposta", afirmou Robert Cooper, oficial da UE, após uma reunião com representantes do Reino Unido, França, Estados Unidos, Alemanha, Rússia e China. O objetivo do encontro em Bruxelas é discutir possíveis medidas contra Teerã devido à recusa do país em suspender o enriquecimento de urânio. Na última quarta-feira, Teerã indicou que não iria aceitar exportar seu urânio enriquecido para ser transformado em combustível nuclear com fins pacíficos em outros países. A AIEA havia proposto que o Irã enviasse cerca de 75% de seu urânio de baixo teor de enriquecimento para a Rússia e a França, onde ele seria transformado em combustível para um reator localizado em Teerã e usado em pesquisas médicas.
O chefe da AIEA, Mohamed ElBaradei, pediu ontem que o Irã aceite até o fim do ano a proposta internacional para enriquecimento de seu urânio no exterior e aconselhou as potências ocidentais para que encerrem o discurso por mais sanções contra o país. ElBaradei afirmou ainda que o rascunho de um acordo alcançado pela agência junto às potências e ao Irã é uma chance rara para Teerã acabar com a desconfiança internacional em torno de seu programa nuclear.
"Eu esperaria definitivamente que nós cheguemos a um acordo antes do final do ano", disse ElBaradei, em conferência em Berlim, na Alemanha. "Eu acredito francamente que a bola está com os iranianos. Eu espero que eles não percam esta chance única, mas fugaz". ElBaradei disse ainda não acreditar que a rejeição iraniana à proposta, que não foi entregue por escrito, mas reiterada pelos discursos de seu chanceler, seja a posição final de Teerã e disse manter contato com seus colegas no país. "O que eu tive foi uma resposta oral, basicamente dizendo que nós precisamos manter todo o material no Irã até termos todo o combustível", afirmou.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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