BRASÍLIA, 3 Set (Reuters) - O revisor da ação penal do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski, votou nesta segunda-feira pela condenação por gestão fraudulenta de instituição financeira de dois ex-dirigentes do Banco Rural por considerá-los responsáveis por empréstimos ao PT e agências de Marcos Valério no que chamou de "negócios de pai para filho".
O ministro considerou Kátia Rabello e José Roberto Salgado, os dois mais altos dirigentes do banco à época, culpados e analisará os casos de Ayanna Tenório e Vinícius Samarane, também ex-dirigentes do banco, quando concluir seu voto na quarta. Os quatro são acusados pelo Ministério Público de autorizarem empréstimos fictícios, realizarem classificações de risco deliberadamente errôneas e realizarem renovações para esconder a ilegalidade das transações. Segundo a denúncia, os valores alimentaram o mensalão, um suposto esquema de compra de apoio político.
"Os dirigentes do Banco Rural imaginavam que Marcos Valério seria uma peça-chave para exercer trafico de influência junto ao governo federal", disse ele nesta segunda. Valério é apontado pela denúncia do Ministério Público Federal como o principal operador do chamado mensalão. Lewandowski ressaltou que os empréstimos eram fictícios e concedidos "sem observancia das normas vigentes" e que as renovações ocorriam sem exigência de amortizações. "Era tão alarmante que (a concessão do empréstimo) precisava da autorização dos seus principais dirigentes", afirmou.
Ao final da sessão, os advogados de defesa voltaram a afirmar que irão encaminhar nesta terça-feira aos ministros do STF um memorial apontando contradições nos votos do relator, Joaquim Barbosa, e do revisor. "O Banco Rural não é arapuca, e se minha cliente errou, não foi por má-fé", disse José Carlos Dias, que defende Rabello. "O fato é que o Rural passou por essa crise, pela de 2008, 2009 e continua aí, em pé", disse Márcio Thomaz Bastos, que defende Salgado.
(Reportagem de Ana Flor)
O ministro considerou Kátia Rabello e José Roberto Salgado, os dois mais altos dirigentes do banco à época, culpados e analisará os casos de Ayanna Tenório e Vinícius Samarane, também ex-dirigentes do banco, quando concluir seu voto na quarta. Os quatro são acusados pelo Ministério Público de autorizarem empréstimos fictícios, realizarem classificações de risco deliberadamente errôneas e realizarem renovações para esconder a ilegalidade das transações. Segundo a denúncia, os valores alimentaram o mensalão, um suposto esquema de compra de apoio político.
"Os dirigentes do Banco Rural imaginavam que Marcos Valério seria uma peça-chave para exercer trafico de influência junto ao governo federal", disse ele nesta segunda. Valério é apontado pela denúncia do Ministério Público Federal como o principal operador do chamado mensalão. Lewandowski ressaltou que os empréstimos eram fictícios e concedidos "sem observancia das normas vigentes" e que as renovações ocorriam sem exigência de amortizações. "Era tão alarmante que (a concessão do empréstimo) precisava da autorização dos seus principais dirigentes", afirmou.
Ao final da sessão, os advogados de defesa voltaram a afirmar que irão encaminhar nesta terça-feira aos ministros do STF um memorial apontando contradições nos votos do relator, Joaquim Barbosa, e do revisor. "O Banco Rural não é arapuca, e se minha cliente errou, não foi por má-fé", disse José Carlos Dias, que defende Rabello. "O fato é que o Rural passou por essa crise, pela de 2008, 2009 e continua aí, em pé", disse Márcio Thomaz Bastos, que defende Salgado.
(Reportagem de Ana Flor)
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