Pois bem, todo aquele canavial sugava nas suas raízes as águas pluviais dos pés de serra do Crato, do Coqueiro às Guaribas. E haja sucção das águas das chuvas! Aquilo tudo era um verdadeiro sumidouro das águas pluviais que hoje descem escorrendo pelo asfalto para as ruas do Crato e quem paga o pato é o Canal do Grangeiro.
O homem perdoa às vezes!
A natureza, ferida, nunca perdoa!
E aí a gente tem que cantar como o poeta José Peixoto Júnior:
A natureza, ferida, nunca perdoa!
E aí a gente tem que cantar como o poeta José Peixoto Júnior:
Embalançou-se o telhado,
À noite toda choveu,
Beira de Serra cedeu,
Foi muito pau arrancado;
Rio das Piabas lotado
De água, virou um prato”
Água solta não faz trato,
Veio da Serra até pequi,
O miolo do Cariri
Desceu nas águas do Crato.
(*) Napoleão Tavares Neves é médico, escritor, historiador, memorialista e cronista. Reside em Barbalha (CE)
À noite toda choveu,
Beira de Serra cedeu,
Foi muito pau arrancado;
Rio das Piabas lotado
De água, virou um prato”
Água solta não faz trato,
Veio da Serra até pequi,
O miolo do Cariri
Desceu nas águas do Crato.
(*) Napoleão Tavares Neves é médico, escritor, historiador, memorialista e cronista. Reside em Barbalha (CE)
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