
“Esconderijo” de Dilma, Granja do Torto tem até lago artificial
Por Marina Dias e Gabriel Castro
Conforto não falta na Granja do Torto: os 37 hectares incluem lago artificial, córrego artificial,
piscina, campo de futebol, quadra poliesportiva, churrasqueira, heliporto e uma área de mata nativa. Quando ocupou a Presidência da República, de 1979 a 1985, o general João Figueiredo não escondia seu hobby predileto: cavalgar por horas seguidas na Granja do Torto, uma das residências oficiais do presidente. Esse era um dos desesperos de seus assessores, que tinham dificuldade em acompanhar o chefe.
piscina, campo de futebol, quadra poliesportiva, churrasqueira, heliporto e uma área de mata nativa. Quando ocupou a Presidência da República, de 1979 a 1985, o general João Figueiredo não escondia seu hobby predileto: cavalgar por horas seguidas na Granja do Torto, uma das residências oficiais do presidente. Esse era um dos desesperos de seus assessores, que tinham dificuldade em acompanhar o chefe. Vinte e cinco anos depois, o local volta a servir de abrigo para um gaúcho de adoção. Uma gaúcha, aliás. A atual moradora do local não cria cavalos. Nem galinhas, como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dilma Rousseff prefere os cachorros: com ela, também se mudaram para lá o labrador Nego e a vira-lata Fafá. As instalações agora ainda abrigam um berço. Gabriel, o neto da presidente eleita, tem onde dormir quando for visitar a avó.
Aos poucos, o lugar vai ganhando a cara da nova presidente. Os amplos jardins da casa já tiveram o desenho de uma estrela petista em seu gramado – obra da primeira-dama Marisa Leticia. Mas o arranjo foi desfeito após suscitar críticas dos adversários. Distante 12 quilômetros do Palácio do Planalto, a residência fica a poucos metros da divisa com o Parque Nacional de Brasília, que abriga tucanos, lobos guará e micos.
Funcionários
Na Granja do Torto, a presidente eleita terá um séquito completo de funcionários, 24 horas por dia. A Presidência da República alega razões de segurança para não revelar a quantidade de serviçais à disposição de Dilma. Mas são tantos que possuem até alojamento e refeitório próprios, num prédio separado da casa principal. A segurança da área é feita pelo Batalhão da Guarda Presidencial. Os soldados trocam de turno a cada duas horas. Do lado de fora da guarita, jornalistas tem à disposição um abrigo com mesas, cadeiras, água e banheiros. Em menos de um mês, Dilma tomará posse no cargo e poderá optar pelo Palácio da Alvorada, mais luxuoso e a apenas 4 quilômetros do local de trabalho - mas sem a privacidade e a configuração campestre da atual moradia. O dilema é o mesmo que enfrentou Lula, que também viveu na Granja do Torto durante a transição. Uma escolha quase tão difícil quanto a da equipe ministerial.
No comments:
Post a Comment