Monday, April 4, 2011

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Japão busca ajuda russa para pôr fim a crise nuclear


País enfrenta o pior acidente radioativo desde Chernobyl, em 1986

O Japão pediu à Rússia que envie ao país um navio especializado em desativar submarinos nucleares, informou a mídia japonesa nesta segunda-feira (4). O governo japonês luta para combater a pior crise atômica mundial desde o acidente de Chernobyl, na Ucrânia, na década de 1980. Engenheiros japoneses na usina de Fukushima, afetada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, foram forçados a despejar água radioativa no mar nesta segunda-feira. Ao mesmo tempo, estão recorrendo a medidas desesperadas para conter os danos na central nuclear, como o uso de sais de banho para tentar localizar a fonte dos vazamentos no complexo danificado, situado a 240 km ao norte de Tóquio.

Três semanas depois que um terremoto de 9 graus de magnitude e um enorme tsunami atingiram o nordeste do Japão, provocando o derretimento parcial dos reatores de Fukushima, os engenheiros ainda não estão perto de retomar o controle da usina de eletricidade e de interromper o vazamento de radioatividade. O sismo e o tsunami deixaram cerca de 28 mil pessoas mortas ou desaparecidas e devastaram a costa nordeste do país. O desastre natural mais custoso no mundo provocou blecautes, cortes na cadeia de fornecimento e redução de horas de trabalho. Está ameaçando o crescimento econômico e o iene. Ao mesmo tempo, uma recente pesquisa de opinião indicou que os eleitores querem que o criticado primeiro-ministro Naoto Kan forme um governo de coalizão para tirar o Japão de sua pior crise desde a 2a Guerra Mundial.

Japão começa a despejar 11,5 mil toneladas de água radioativa no mar
A empresa Tepco (Tokyo Electric Power), operadora da usina nuclear de Fukushima, começou nesta segunda-feira (4) a lançar ao Oceano Pacífico cerca de 11,5 mil toneladas de água radioativa procedente da central. O objetivo é facilitar as tarefas dos funcionários que tentam evitar uma catástrofe ainda maior. A operação, que começou às 19h locais (7h de Brasília), visa esvaziar a água que está em reservatórios especiais e no porão dos reatores 5 e 6, as únicas das seis unidades do complexo que estão por enquanto sob controle. Essa água excede em cem vezes o limite legal de iodo-131, um nível relativamente baixo em comparação com o da água que inunda algumas áreas da usina nuclear, com uma radiação até 100 mil vezes superior.

A Agência para a Segurança Nuclear do Japão insistiu que a operação não representa riscos para a saúde, enquanto o porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, disse por sua vez que a medida é de emergência, e que a Tepco deve observar seu possível impacto no meio ambiente. O objetivo da empresa é deixar espaço nos depósitos para armazenar a água altamente radioativa que inunda os edifícios dos reatores 1, 2 e 3, e que dificulta seriamente os trabalhos dos operários para resfriar essas unidades. Desde o terremoto de 11 de março, operários da Tepco lutam dia e noite para restabelecer a refrigeração dos reatores de Fukushima, mas em suas tarefas enfrentam constantes problemas.

Copyright Thomson Reuters 2011 e EFE

No comments:

Post a Comment