Um Novo tipo de Dengue a que ninguém está imune !De 1º de janeiro até ontem, foram registradas 20 mortes no Estado provocadas pela doença
"O vírus tipo 4 da dengue já pode estar circulando. Nós não temos como isolar o Ceará. Tendo em vista que ele já chegou à Bahia, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro". Foi o que afirmou o coordenador de Promoção e Proteção à Saúde da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), Manoel Fonseca.
O alto número de casos de uma semana para outra é um forte indício da entrada deste sorotipo. Como exemplo, Fonseca citou o caso do bairro Joaquim Távora, em Fortaleza, onde houve um estopim de notificações em um curto espaço de tempo. "Os registros podem ser de dengue 4, não há como evitar, mas a vigilância do vírus foi intensificada".
Combate
Por ter uma intensa circulação de pessoas de diversos destinos, a Capital exige que o combate da transmissão na Capital seja intensificada, o que acontecerá a partir do dia 6, com 25 carros fumacê. "Recebemos este reforço ontem do Ministério da Saúde (MS), assim como uma verba extra de R$ 4 milhões", diz. A respeito desse recurso, Manoel Fonseca frisa que ele será usado para ampliar leitos, o que implica também em contratação de pessoal e gastos com medicação. Uma reunião definirá como será distribuído esse montante entre o Estado e a Capital. Para se ter uma ideia da situação, somente em Fortaleza foram confirmados, até ontem, 2.405 casos de dengue, o que representa uma variação de 43% em relação ao último dia 25, quando esse valor era de 1.681. Além de quatro óbitos.
Pelo visto, o silêncio da Secretária de Saúde do Estado (Sesa) em relação à confirmação de uma nova epidemia chegará ao fim, isso porque será feita, no dia 4, uma avaliação epidemiológica do estado para o possível anúncio desta.
"A tendência é que se confirme, e caso isso ocorra iremos mobilizar mais pessoas, abrir Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) 24 horas, existem quatro em Fortaleza e contratar mais gente", informou o representante da Sesa.
A dengue tipo 4 apresenta os mesmos sintomas dos outros tipos: dor de cabeça forte, febre alta (39° a 40°), manchas vermelhas na pele, indisposição, enjoos, vômitos, dor muscular, abdominal e nas articulações, além de cansaço. A transmissão é feita da mesma maneira que os demais, ou seja, através do contato de uma pessoa já infectada anteriormente com um mosquito que passa a transportar o vírus e infecta outra pessoa. O perigo está no fato de ser a primeira vez em circulação no Ceará. Portanto, a população está exposta, ou seja, ninguém está imune ao vírus, aumentando a ocorrência da doença.
Fonte: Jornal Diário do Nordeste
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