Gosto dos palhaços! Dos de verdade, dos patrões da fantasia, não daqueles que praticam palhaçadas tristes e vergonhosas nos planaltos brasileiros nos dia-a-dias de hoje. Gosto dos palhaços que fazem rir de alegria as crianças e seus avós. E hoje eles são tão poucos, quase não os vemos mais. Não choremos: os palhaços de verdade ficarão para sempre. Os outros, se irão na poeira da vergonha, da hipocrisia. Ficará a alegria dos alegres, daqueles que mesmo desconfiando que enquanto nos fazia rir sua esposa o traía no camarim do mágico. Mas isso ele resolveria depois. Naqueles momentos, seus olhos pintados, sua bocarra vermelha, sua máscara tinham também o objetivo de ocultar do mundo seu sofrimento, sua dor. Seu ofício, nobre, era nos fazer rir. Ainda hoje gosto dos palhaços. Apenas dos de verdade. Não tolero o Guia Eleitoral.
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