Friday, October 1, 2010

ALMANAQUE - Dia 1 de outubro de 2010 - Por: Meirinha

ALMANAQUE

1 de outubro:

* 331 a.C. - Alexandre, o Grande (imagem) derrota Dario III da Pérsia na Batalha de Gaugamela, provocando a queda do Império Persa.
* 1949 - É criada a República Popular da China.
* 1960 - O Chipre e a Nigéria tornam-se independentes do Reino Unido.

Nasceram neste dia...

* 208 - Alexandre Severo, imperador romano (m. 235).
* 1207 - Rei Henrique III de Inglaterra (m. 1272).
* 1924 - Jimmy Carter, político estadunidense.

Morreram neste dia...

* 1404 - Papa Bonifácio IX (n. 1356).
* 1578 - João de Áustria, militar alemão (n. 1547).
* 1997 - Héctor Julio Páride Bernabó, desenhista e pintor argentino (n. 1911).

Fonte: Wikipedia

Nova Pesquisa Datafolha aponta situação indefinida se haverá ou não Segundo Turno


Pesquisa nacional realizada pelo Datafolha nos dias 28 e 29 de setembro mostra oscilação positiva de um ponto percentual na taxa de intenção de voto da candidata do PT, Dilma Rousseff na disputa pela Presidência da República. A ex-ministra de Lula fica com 47% das menções contra 44% da soma dos outros candidatos. José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) mantiveram os percentuais obtidos no levantamento feito um dia antes – 28% e 14%, respectivamente. Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), alcança 1%, nenhum dos outros candidatos atinge a marca. Votos brancos e nulos somam 3%. Permanecem indecisos 6% dos eleitores. A vantagem da petista para os demais candidatos, que no dia 27 era de dois pontos percentuais, agora fica em três pontos. Quanto menor a diferença entre o líder das intenções de voto e os outros candidatos, maior a probabilidade de segundo turno.

Considerando-se apenas os votos válidos, Dilma chega a 52% contra 48% dos demais candidatos. No levantamento feito na segunda-feira desta semana, essa taxa correspondia a 51%. José Serra e Marina Silva oscilaram negativamente um ponto percentual, cada e têm agora 31% e 15%, respectivamente. Plínio chega a 1%.

Para vencer a eleição no primeiro turno, Dilma Rousseff precisa de 50% mais um dos votos válidos. Como o resultado obtido pela petista está no limite da margem de erro prevista para o estudo (dois pontos percentuais), seria impossível afirmar com certeza que a ex-ministra seria eleita presidente no primeiro turno, caso a eleição fosse agora. A oscilação positiva de Dilma no total da amostra se dá principalmente por conta da evolução da petista entre os moradores do Sul e Sudeste do país nestes dois últimos dias.

Na intenção de voto espontânea, Dilma oscila positivamente um ponto percentual e fica com 38% das menções. Serra também variou um ponto positivo e chega a 22%. Marina mantém-se estável com 11%. A taxa de indecisos oscila de 24% para 23%. Sobre a rejeição dos eleitores aos candidatos a presidente, não são observadas variações expressivas. Serra é reprovado por 31%, Dilma por 27% e Marina por 17%. Plínio é que teve oscilação de 24% para 22% na resistência pelo seu nome.

Fonte: Datafolha

TV Globo promoveu o último debate entre os Presidenciáveis antes das eleições - Confira Bloco por Bloco


Quatro candidatos à Presidência da República participaram na noite desta quinta-feira (30) de debate promovido pela TV Globo nos estúdios da emissora no Rio de Janeiro. Participaram do debate os candidatos Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), convidados por integrarem partidos com representação na Câmara dos Deputados. Segundo a legislação eleitoral, dia 30 de setembro foi o último dia para realização de debates, bem como para a divulgação da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, realização de comícios e uso de aparelhagem de som fixa entre 8h e 24h para promoção de candidatos.

O encontro durou cerca de duas horas e teve mediação do jornalista William Bonner. O posicionamento dos candidatos no estúdio foi definido por sorteio. Da esquerda para a direita, posicionaram-se José Serra, Marina Silva, Dilma Rousseff e Plínio de Arruda Sampaio. Foi o último debate antes da eleição do próximo domingo (3).

O debate foi dividido em quatro blocos. No primeiro e no terceiro blocos, os temas foram definidos por sorteio. No segundo e no quarto blocos, os temas foram livres. Cada candidato teve 30 segundos para perguntas, dois minutos para respostas, um minuto para réplica e um minuto para tréplica. Os candidatos ainda tiveram dois minutos cada um para considerações finais no último bloco. As questões foram feitas de candidato para candidato. Para que todos os candidatos perguntassem e respondessem ao menos uma vez por bloco, houve um rodízio entre os candidatos para que o primeiro a perguntar fosse o último a responder.

Primeiro bloco

O primeiro tema sorteado foi legislação trabalhista. Marina Silva questionou Dilma Rousseff sobre como resolver a informalidade no mercado de trabalho. Em seguida, a candidata do PT perguntou a Plínio de Arruda Sampaio sobre sua política para o funcionalismo público. Após a resposta, foi a vez de o candidato do PSOL questionar José Serra sobre impostos, o terceiro tema sorteado. Previdência foi o assunto seguinte. José Serra questionou Marina Silva sobre suas propostas para o setor.

Segundo bloco

No segundo bloco, os candidatos puderam fazer perguntas com tema livre. A primeira a perguntar foi Dilma, que escolheu Marina para responder sobre ferrovias e hidrovias. Em seguida, Marina questionou Serra sobre propostas de ações em desastres naturais. Na sequência, Serra perguntou a Plínio sobre a importância e propostas para metrô. Em sua vez de perguntar, Plínio questionou Dilma, afirmando que a pergunta se estendia aos outros candidatos, se ela tem vergonha de seu partido.

Terceiro bloco

No terceiro bloco, os temas voltaram a ser sorteados. O primeiro foi habitação. Serra escolheu Marina e perguntou sobre o déficit habitacional no país. O segundo assunto sorteado foi segurança, e Marina questionou Dilma sobre como resolver o problema do setor no país. O tema seguinte foi saneamento e Dilma perguntou a Plínio sobre suas propostas na área. Para finalizar o bloco, Plínio elaborou questão a Serra sobre saúde. Questionou o candidato sobre sua suposta recusa em se comprometer a elevar os gastos em saúde a 10% do Produto Interno Bruto.

Quarto bloco

Plínio de Arruda Sampaio abriu o quarto bloco, que teve tema livre, e questionou Dilma Rousseff sobre redução de jornada de trabalho sem redução de salário, limite à propriedade de terras e cobrança de aluguel compulsório em imóveis vazios. Após réplica e tréplica, Dilma questionou Marina Silva sobre sua avaliação a respeito de ações do governo federal diante de crises externas. Em seguida, Marina escolheu os programas sociais como tema para questionar José Serra. Com direito a uma pergunta na sequência, Serra perguntou a Plínio sobre reajustes acima da inflação. Os candidatos tiveram ainda dois minutos cada um para as considerações finais.

Fonte: G1

Zéca preto e Chico de Zébra


Zeca Preto era um desses clássicos caboclos nordestinos. 1:90m de puro sangue e músculos. A natureza havia lhe conferido uma força privilegiada, o que era reforçado pelo seu trabalho de servente de pedreiro, em que passava o dia carregando latas cheias de concreto para as construções, rendendo-lhe o carinhoso apelido de "Jabobêu" por parte dos colegas. Além daquela cachaça diária no bar do Queléu, onde atualizava as novidades com os amigos, Zeca também adorava paquerar com as pequenas do vilarejo.

Chico de Zébra, ao contrário, era um Cearense, baixinho, bigode aparado, fala fina, metido a valentão, peixeira sempre na cintura, pois era um exímio cortador de cana. Em duas coisas Chico acreditava: em Jesus, e na honra da família. Trajando sua costumeira e surrada bermuda jeans, hoje sem cor, e um chapéu remanescente dos tempos em que largou o trabalho de pescador lá em Camocim, Chico morava numa choupana, com seus 2 filhos pequenos e claro, a sua formosa Antonieta, o seu orgulho. Aos Domingos, iam todos para a missa das 10 horas, quando retiravam do armário a sua roupa mais digna.

Mas há tempos, andava acabrunhado o velho Chico. As más línguas do lugar haviam chegado até os seus ouvidos que Jabobêu estava dando em cima da sua mulher, e embora ele não tivesse qualquer prova da veracidade desses boatos, que a cada dia se agigantavam, isso estava acabando as suas noites de sono. Como medida preventiva, Chico começou a espalhar na redondeza, a fama de ser bom atirador de facas e que iria partir a cara do primeiro que paquerasse com sua amada esposa.

Zeca, folgado como sempre, não se deixava intimidar por esses aparentes ataques de ciúmes, e lá do Bar do Queléu, continuava com aquele olho de urubu esperando a vítima, pra cima da mulher do Chico, até o dia em que, tomando umas cachaças a mais, começou a falar bobagem, e disse pra todo mundo ouvir:

"Antonieta é que é mulher! Ainda vai ser minha, num é pra tá com um bestalhão como aquele Chico de Zébra. Chico além de Fela da Puta, é Corno!" - Foi aquele alvoroço na cidade. A notícia se espalhou como fogo em mato de novembro, até chegar aos ouvidos de Chico, que logicamente, ficou indignado, e passava a noite resmungando, apesar dos muitos chás de camomila que Antonieta lhe preparava. "-- Eu vou matar aquele desgraçado!", dizia. A mulher tentava acalmá-lo: "- Chico, você num vá fazer uma besteira, homem de Deus, olha os teus 2 filhos pequenos pra criar..."

Mas Chico estava se sentindo humilhado e firmemente determinado a passar essa estória a limpo. Espalhou o boato na cidade, de que iria matar Zeca Preto, que quando soube, caiu na gargalhada, não ficando nem um pouco intimidado. Zeca, na verdade, se deliciava com as notícias vindas das bandas do Chico, que garantiu tomar satisfações.

Não suportando mais aquela situação horrível em que quando passava, até as crianças já gritavam: -- Ali vai Chico de Zébra, o corno da cidade!", Chico decidiu que o Sábado à tarde seria a dia ideal para a execução de seu plano macabro. Espalhou na cidade que iria se encontrar com Zeca no bar do Queléu. "-- Quero ver se aquele vagabundo tem a coragem de dizer na minha cara o que ele anda dizendo por aí, nas costas..." dizia.

No dia programado, Chico pegou a sua famosa faca peixeria, botou na cintura, tomou umas bicadas e saiu em direção ao Bar do Queléu. Nem é necessário dizer que metade da cidade o seguiu em polvorosa. Crianças gritavam, mulheres choravam, e os homens naquele alvoroço, diziam: "hoje vai ter pau! hoje um dos dois se acaba ! Eita Diabo!"

Zéca preto tava ainda conversando dentro do bar, quando olhou pela janela e viu a multidão vindo naquela direção, e alguém disse "Que diabo é aquilo, Zéca ? O povo endoidou ? " "Não! deixa estar! É o Chico que vem lavar a honra de corno!"

Chico, já com cara de valentão, "pegando ar", sob a gritaria do imenso público que o seguia, e aparentando uma coragem até então inexistente, mesmo tendo apenas quase metade da altura de Zéca Preto, chegou defronte ao Bar do Queléu e gritou:

"Zéca Preto? Eu quero ver se você é homem é agora!"

Fêz-se aquele silêncio.

"Eu quero é ver se tem homem nessa cidade!"

Zéca, dentro do bar, tomou a última lapada de cana, acendeu um cigarro e foi calmamente em direção à porta. Coçou a cabeça e disse:

"O que é que você quer, Chico ?"
"Eu vim lavar minha honra!" "Eu soube que você andou dizendo por aí que eu sou Corno. Isso é verdade ? Quero ver se você tem coragem de dizer que eu sou corno na minha frente, aqui, pra todo mundo escutar. Quero ver se tu é macho mesmo é agora, Zéca Preto!"

Zéca então, largou o cigarro, ficou na frente do Chico, reclinou o enorme corpo negro, e olhando nos olhos disse com a sua voz grave:

"Eu falei pra todo mundo e digo agora na sua cara, Chico: Você num só é o corno da cidade, mas é também um Fela da Puta! E aquela sua mulhezinha Marieta, ainda vai dar pra mim. Agora abra a boca aí, e diga ao menos um "piu" pra gente se acertar os ponteiro agora! o que é que você veio dizer mesmo ?" ( E começou a dar murros na parede ).

Chico de Zébra, então, tremendo como uma vara verde, quase se mijando diante daquele vexame, com todo mundo olhando e esperando a reação, pensou...pensou e soltou essa:

"Eu num disse ? ... Eu num disse, pessoal ? Taí. Dei valor a você, Zéca Preto! Pra mim homem tem que ser macho assim, que diz as coisa na lata, na cara. Num é como essa ruma de falso, de baitola daqui, que alevanta falso de nóis pelas costa ! Homem pra mim tem que dizê as coisa na cara..." E fechando a boca, saiu cabisbaixo pelo meio da multidão.

Zeca Preto, então, voltou para o bar e continuou a tomar a sua gostosa cachacinha sem ser mais importunado...

Moral da História: Macho é Macho. Corno, sempre será um Corno!

Por: Dihelson Mendonça