Saturday, August 18, 2012

CRONIQUETA - POR ANTONIO MORAIS


Na década de 70 do século passado, na Rua Dr. João Pessoa em Crato, bem em frente as Lojas Pernambucanas, ficava e ceguinho com uma lata de doce feito cofre para guardar as doações em moedas e um arremedo de violão cantando suas cantigas e lamentos. Assim levava a vida até o dia em que um gaiato  o apelidor de Inhanha. O ceguinho não gostou de ser rebatizado, e, como todo apelido pega quando o dono  não gosta - o dele também pegou.  Não suportando a chateação diária: Inhanha pra lá, Inhanha pra cá, Resolveu arribar, foi embora para Juazeiro do Norte. Fez seu ponto novamente em frente as Casas Pernambucanas na  rua São Pedro. De passagem por Juazeiro, o cratense José Moisés viu uma multidão admirando os cânticos do ceguinho. Se aproximou, como quem toma chegada para matar passarinho e, gritou bem alto: Acunha Inhanha! - O ceguinho parou a cantiga e disse: "Fala corno do Crato, esse corno só pode ser do Crato".




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