Sunday, August 12, 2012

CRONIQUETA - POR ANTONIO MORAIS

No inicio da década de 50 do século passado o Quixará, hoje Farias Brito, ousou desafiar Várzea-Alegre para um amistoso. De inicio a arbitragem era o primeiro impecilio, superado com um acordo depois de algumas reuniões. Ficou decidido que o primeiro tempo da partida seria arbitrado por um juiz do Quixará e o segundo tempo por outro de Várzea-Alegre. Terminado o primeiro tempo o Quixará vencia pelo escore de 1 X 0.  

Trocados o campo e o arbitro, já aos dez minutos, Várzea-Alegre havia  virado o placar com dois gols de penaltes dos quatro marcado pelo juiz José Gatinha. Aos 45 minutos da fase final, um tiro de meta cobrado pelo zagueiro do Quixará fez a bola subir, subir e cair na pequena área adversaria tal qual o um gavião peneirador quando pousa numa ninhada de pintos.  O zagueiro de Várzea-Alegre se confundiu com um silvo forte de um apito igual ao do arbitro usado por um torcedor gaiato na beira do campo, - agarrou a bola com as duas mãos. O Juiz não teve outra alternativa, marcou a penalidade e colocou a redonda na marca da cal.  Por sorte, a bola tinha um manchão estragado e com o impacto do chute explodiu, a câmara se desgarrou e tomou rumo ignorado,  não se sabe onde foi parar, a capa entrou rasante no canto esquerdo  da baliza. Aliviado, o juiz marcou meio gol. O jogo terminou com o inusitado escore de dois a um e meio para Várzea-Alegre.

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