Candidatos a prefeito estão buscando em programas e ações do governo federal inspiração para suas propostas para as eleições de outubro.
É possível encontrar grifes do governo Dilma Rousseff em versões genéricas nos programas da base aliada e até mesmo da oposição. Ao menos sete planos ou programas federais foram adaptados para figurar nas propostas de governo de pelo menos oito candidatos em seis capitais do país. O ProUni (programa de bolsas em universidades privadas) e o Brasil Sem Miséria (combate à miséria extrema) são os modelos mais comuns nas capitais analisadas. Para o cientista político e marqueteiro Antonio Lavareda, a incorporação de programas federais é positiva para governistas e oposicionistas.
"No Brasil, com 30 partidos, todo mundo já imitou todo mundo. O que é quase proibido no Brasil é a originalidade", disse. Aliados no plano federal e adversários em Recife, o PT e o PSB pretendem criar versões municipais do ProUni. Humberto Costa (PT) e Geraldo Julio (PSB) prometem bolsas de estudos em instituições privadas a estudantes de baixa renda que concluírem o ensino fundamental na rede pública municipal. A proposta é conceder descontos em impostos municipais ou em eventuais débitos das instituições de ensino com a prefeitura. Geraldo Julio anunciou ainda a construção de 20 "Upinhas", versão das UPAs, unidades de saúde 24 horas para urgência e emergência. "É um sinal de que os programas federais são um sucesso", disse Costa à Folha.
EXEMPLOS
O candidato do PT em Belo Horizonte, Patrus Ananias, promete renda mínima de R$ 50 para 55 mil famílias, em uma espécie de Bolsa Família, programa que ajudou a criar como ministro de Lula. Na linha do plano Brasil Sem Miséria, Pauderley Avelino (DEM) promete lançar o Manaus Sem Miséria. Em Fortaleza, é Elmano de Freitas (PT) quem estabelece a erradicação da pobreza extrema como meta. Já Inácio Arruda (PC do B) promete criar Centros de Habilitação e Reabilitação "nos moldes" da Política Nacional de Atenção à Saúde das Pessoas com Deficiência. Em Porto Alegre, Manuela D'Ávila (PC do B) diz que vai criar Academias da Saúde, remetendo à ação federal que implanta polos para a orientação de prática de exercícios. O coordenador de marketing da campanha, Juliano Corbellini, diz que o programa traz projetos inspirados em ações de outras prefeituras. Em Curitiba, Ratinho Junior (PSC) incluiu no programa o combate à desindustrialização, numa ação que remete ao plano Brasil Maior.
Colaboraram BELO HORIZONTE, CURITIBA E MANAUS.
É possível encontrar grifes do governo Dilma Rousseff em versões genéricas nos programas da base aliada e até mesmo da oposição. Ao menos sete planos ou programas federais foram adaptados para figurar nas propostas de governo de pelo menos oito candidatos em seis capitais do país. O ProUni (programa de bolsas em universidades privadas) e o Brasil Sem Miséria (combate à miséria extrema) são os modelos mais comuns nas capitais analisadas. Para o cientista político e marqueteiro Antonio Lavareda, a incorporação de programas federais é positiva para governistas e oposicionistas.
"No Brasil, com 30 partidos, todo mundo já imitou todo mundo. O que é quase proibido no Brasil é a originalidade", disse. Aliados no plano federal e adversários em Recife, o PT e o PSB pretendem criar versões municipais do ProUni. Humberto Costa (PT) e Geraldo Julio (PSB) prometem bolsas de estudos em instituições privadas a estudantes de baixa renda que concluírem o ensino fundamental na rede pública municipal. A proposta é conceder descontos em impostos municipais ou em eventuais débitos das instituições de ensino com a prefeitura. Geraldo Julio anunciou ainda a construção de 20 "Upinhas", versão das UPAs, unidades de saúde 24 horas para urgência e emergência. "É um sinal de que os programas federais são um sucesso", disse Costa à Folha.
EXEMPLOS
O candidato do PT em Belo Horizonte, Patrus Ananias, promete renda mínima de R$ 50 para 55 mil famílias, em uma espécie de Bolsa Família, programa que ajudou a criar como ministro de Lula. Na linha do plano Brasil Sem Miséria, Pauderley Avelino (DEM) promete lançar o Manaus Sem Miséria. Em Fortaleza, é Elmano de Freitas (PT) quem estabelece a erradicação da pobreza extrema como meta. Já Inácio Arruda (PC do B) promete criar Centros de Habilitação e Reabilitação "nos moldes" da Política Nacional de Atenção à Saúde das Pessoas com Deficiência. Em Porto Alegre, Manuela D'Ávila (PC do B) diz que vai criar Academias da Saúde, remetendo à ação federal que implanta polos para a orientação de prática de exercícios. O coordenador de marketing da campanha, Juliano Corbellini, diz que o programa traz projetos inspirados em ações de outras prefeituras. Em Curitiba, Ratinho Junior (PSC) incluiu no programa o combate à desindustrialização, numa ação que remete ao plano Brasil Maior.
Colaboraram BELO HORIZONTE, CURITIBA E MANAUS.
Folha Online

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