
Houve um tempo, não muito distante, que o prefeito de uma cidadezinha qualquer, apanhava o carro, uma pasta com um talão de cheques assinado pelo tesoureiro dentro, se dirigia a agência do Banco do Brasil de Crato, sacava o saldo da conta da prefeitura e levava o numerário.
Ao retornar, pagava uma folha de pessoal, alguns fornecedores, tocava a construção de uma pequena escola ou posto de saúde e terminava o mandato sem manchar as suas reputação e dignidade.
Hoje, a coisa mudou. A atividade está degradada de cima a baixo. Os órgãos e tribunais de fiscalizações estão preparados e equipados para fiscalizar centavo por centavo. Para cada projeto é aberto uma conta bancaria para que se contabilize os últimos tostões.
No momento, o maior corrupto é o eleitor. Só vota se lhe pagarem. O dinheiro que move a engrenagem de uma campanha tem que vi de algum lugar, e, como não tem dinheiro que dê para uma eleição, o candidato recorre ao contraventor, agiota, termina se envolvendo com o crime. Se eleito se obrigar a aliar-se e se torna um criminoso, se perde está acabado para o resto da vida.
Outro dia, vi um depoimento de um ex-Juiz aposentado, homem do bem, correto, ilibado, ligado a ação social e a solidariedade humana, que em colaboração com uma prefeitura assumiu uma secretaria e, hoje está processado e condenado por um Tribunal porque autorizou a cozinheira comprar 16,20 de verduras sem fazer a devida licitação. Perguntei-lhe: porque vossa excelência não paga isto? Ele respondeu: para não perder o direito de dizer que fui processado e condenado por conta de uma compra de 16,20 de coentro.
Portanto, a conclusão que se faz para quem está no sossego de sua vida, fora de toda essa sebozeira existente e, entra, é uma só: Ou está louco ou abilolado.
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