Monday, September 6, 2010

Visão de futuro - Por Emerson Monteiro


De acordo com matéria divulgada pela Folha On Line no recente dia 05 de setembro de 2010, o empresário Eike Batista, da empresa MPX, construíra a primeira usina solar comercial do Brasil, onde “serão investidos R$ 10 milhões para a instalação de 1 MW (megawatt) de capacidade, que permitirá abastecer 1.500 residência a partir do ano que vem.” Em dois anos, a empresa, através de pedido junto à Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, terá condições de produzir até 5 MW de energia. Além desse projeto em fase de instalação, situado na região do Inhamuns, município cearense de Tauá, a MPX prevê instalar uma capacidade bem superior, a chegar à cifra de 50 MW.

Com tais perspectivas, vislumbra-se o aproveitamento da energia solar no País, conquanto existe demanda e falta crescimento na produção energética, sobretudo no que diz respeito às energias renováveis. Há reclamações junto ao governo federal para que incentive o mercado de novos geradores de oferta para o setor. Segundo a Folha On Line, nos níveis atuais, “produzir energia solar custa até seis vezes mais do que a geração hidrelétrica. O custo com energia solar varia entre R$ 500 e R$ 600 por megawatt-hora. Representa até quatro vezes mais do que o preço da energia eólica, outra fonte limpa e renovável. O megawatt-hora da energia oriunda dos ventos varia entre R$ 150 e R$ 200.”

Para desenvolver o seu projeto, a MPX conseguiu apoio do governo do Ceará. O diretor de operações e implantação da empresa, Marcus Temke, afirmou haver investidores estrangeiros com intenção de estabelecer parcerias, de olho na obtenção de créditos de carbono para mitigar a emissão de gases em outros países. Ainda com base na fonte de notícias citada, “produtores chineses de equipamentos têm interesse em se instalar no país. A vinda deles, porém, está condicionada à demanda por material ligado à geração solar.” E acrescenta “apesar de ser o segundo lugar do planeta com maior incidência de raios solares, o Brasil está muito distante da Espanha e da Alemanha, cujas capacidades instaladas em energia solar superam os 2.000 MW."
“Estamos 20 anos atrasados na energia solar", sentencia Ruberval Baldini, presidente da Abeama (Associação Brasileira de Energias Renováveis e Meio Ambiente).

Por: Emerson Monteiro

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