Sunday, October 21, 2012

Notas para serem lidas no fim-de-semana - Por: Armando Rafael

Ano da Fé foi aberto

   No último sábado, na Catedral de Nossa Senhora da Penha, ocorreu a solenidade de lançamento do Ano da Fé, na Diocese de Crato. A Missa foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Fernando Panico e teve a participação dos 54 párocos das paróquias que compõe a Diocese de Crato. Durante a solenidade foi lembrada, pela comunidade católica do Cariri, os 98 anos de criação da Diocese de Crato, fato ocorrido em 1914, no pontificado do Papa Bento XV. Durante o evento na Sé Catedral,  Dom Fernando Panico deu a conhecer o texto do Decreto Diocesano, por ele assinado,  regulamentando a realização do Ano da Fé na nossa diocese. No Decreto consta a concessão  de indulgência plenária para os fiéis caririenses, dentro das normas já  estabelecidas pelo atual Papa Bento XVI.

Às vésperas do Centenário

    Já com vistas às festas comemorativas ao centenário de criação da Diocese de Crato – a ocorrer em 20 de outubro de 2014 – o Cura da Catedral, Padre Edimilson Neves Ferreira, está  concluindo a nova pintura externa da Catedral de Nossa Senhora da Penha. Nos próximos dias será retirada da fachada da Sé,  a barra de marmorite ali existente e que foi instalada pelo monsenhor Rubens Gondim Lóssio há cerca de 60 anos.  A barra de marmorite da fachada da Catedral de Crato sofreu  desgaste ao longo de 6 décadas, quando ficou  exposta a chuva e ao sol. Ela será substituída por outra,  de mármore na cor bege, que combinará  melhor com as atuais cores da fachada da Sé Catedral.

Outras Novidades na Catedral

Vitrais da Mãe do Belo Amor e de São Fidelis Sigmaringa (Co-padroeiro de Crato) existentes na Capela do Santíssimo na Catedral 

    Também com vista à consagração da igreja de Nossa Senhora da Penha como Catedral da Diocese, solenidade que vai ocorrer daqui a um ano – mais precisamente em 20 de outubro de 2013 – o padre Edimilson Neves Ferreira vai mandar construir novo altar de pedra, o qual será colocado na nave central daquele templo.  A exigência de uma mesa celebratória em pedra é uma tradição da Igreja Católica  para todas as catedrais. Em Crato, esta  lacuna será suprida no dia que a Sé de Crato estiver completando 99 anos de funcionamento como catedral.

Novo livro sobre o Padre Cícero

   Dois volumes do  livro “Padre Cícero Romão Batista e as cousas de Juazeiro”, fruto de parceria firmada entre a  Fecomércio/Sesc/Senac–Diocese de Crato/Fundação Padre Ibiapina e Fundação Waldemar de Alcântara vai ser lançado noite da  próxima 5ª feira – dia 25 – no Memorial Padre Cícero,  em Juazeiro do Norte. A obra foi produzida a partir de pesquisas feitas pelos professores Renato Casimiro e Luitgarde Barros, nos arquivos do Departamento Histórico Diocesano Padre Gomes, instituição da pertencente à Diocese de Crato. 


Água fria na fervura

O Cadastro-Geral de Empregados e Desempregados, divulgado mensalmente pelo Ministério do Trabalho, informou – na última 4ªfeira , dia 17 – que a geração de empregos formais no Brasil,  em setembro passado foi a pior para o mês desde setembro de 2002. No último mês foram criadas apenas 150.334 vagas com carteira assinada. Uma redução de 28% em relação ao mesmo mês em 2011 , quando foram criadas 209.078 vagas.

Fim (ou começo?) de novo impasse

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (da “Base do Governo”, é claro!) já bateu o martelo: –– “O Museu do Índio (foto ao lado) , localizado próximo ao Estádio do  Maracanã vai ser demolido. O prédio fica em uma área de mobilidade do projeto e a FIFA exige grau de mobilidade para circulação. O prédio não tem valor histórico”, disse Cabral. O prédio, (ver foto acima), será destruído para dar espaço a um projeto da prefeitura de aumentar as vias de  acessos ao estádio para a Copa do Mundo de 2014. O imóvel centenário (adquirido por 60 milhões de reais) hoje serve como moradia para cerca de 20 indígenas, além de ser também a sede de laboratórios de análise do Ministério da Agricultura.

Mas...

A Defensoria Pública da União vai contestar judicialmente a decisão do governador Sérgio Cabral.  Segundo o defensor André Ordacgy dentro de 15 dias será ajuizada uma ação civil pública pedindo que a demolição seja impedida. Isso mostra que nem todos se conformam com a destruição do nosso patrimônio histórico...Embora o prédio esteja em péssimo estado de conservação (2ª Foto,acima, de  Pablo Jacob / Agencia O Globo)

Vem aí mais um feriado da “proclamação”

Poucos, pouquíssimos brasileiros sabem hoje que para consolidar o golpe militar de 15 de novembro de 1889, imposto à nação sem participação popular, os dois primeiros “marechais-presidentes” (Deodoro da Fonseca e Floriano Peixoto) adotaram medidas ditatoriais, com derramamento de sangue. Tudo para silenciar os opositores do novo regime republicano. As novas autoridades da “República” promoveram perseguições violentas e assassinatos a homens ilustres e pessoas do povo com o objetivo de “consolidar” o golpe militar de 15 de novembro de 1889.

O troféu da República
Na foto acima, o remanescente das mulheres que viviam em Canudos, poupadas da morte, mas levadas para os prostíbulos de Salvador (BA)

Entre os vários movimentos de resistência ao golpe republicano estão o genocídio da “Guerra de Canudos” e as vítimas da “Revolta da Armada de 1893”. Esta última teve seu saldo trágico quando o Marechal Floriano Peixoto mandou passar a fio de espada dezenas de alunos da Escola Naval. Pelo simples fato de os  cadetes navais não rezarem pela cartilha republicana. Já Gilberto Freyre relata no seu livro “Ordem e Progresso”, o assassinato de numerosos escravos, trucidados por republicanos fanáticos, na cidade do Rio de Janeiro, pelo fato de os pobres negros serem afeiçoados à Princesa Isabel.

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!

Ficaria longo citar as vítimas da República. Mas não podemos esquecer entre elas: o Almirante Saldanha da Gama, assassinado em Campo Osório (RS) em 1895; o Marechal Barão de Batovi, herói da Guerra do Paraguai, fuzilado com seus companheiros monarquistas no estado de Santa Catarina; O Barão de Serro Azul e cinco de seus companheiros fuzilados em 1894, no Km 65 da Estrada de Ferro Curitiba–Paranaguá e o Coronel Gentil de Castro, trucidado barbaramente no Rio de Janeiro, após vários meses de prisão num calabouço...

Campanha da Guerra de Canudos, hoje chamada de "genocídio"


(Postado por Armando Rafael)


No comments:

Post a Comment