A legislação brasileira de trânsito impõe condições de multa à não utilização do cinto, nos automóveis, e do capacete, nas motos, determinação que visa a proteção de condutores e passageiros, sob a ótica de estudos técnicos abalizados. Em países desenvolvidos, criou-se o hábito desse uso por meio da constante fiscalização, o que também se pretende no Brasil. Entre maio e dezembro de 2002, através de avaliação das 183 vítimas de acidentes com motos atendidos no IJF, em Fortaleza, 57,9% não faziam uso de capacete, equipamento de uso obrigatório no trânsito. Das vítimas, 98,4% tratavam-se de pessoas do sexo masculino, sendo 45,4% da faixa etária entre 21 e 30 anos, observando-se que a maioria dos acidentes ocorreu no Interior do Estado.
Quanto aos acidentes com automóveis, de 153 casos de colisão, entre abril e novembro de 2002, 50,9% não adotavam o cinto de segurança, numa quantidade correspondente a 86,9%, sendo 46,9% entre 21 e 30 anos. Sabe-se, hoje, da calamidade representada pelo manuseio irresponsável do automóvel e da severidade dos acidentes de trânsito, em termos de prejuízos pessoais, numa grave ameaça à saúde pública global. No início da busca exacerbada de motocicletas para transporte de massa, na primeira metade da década de 90, houve campanha sistemática do então senador, pelo Rio de Janeiro Artur, da Távola a que houvesse maiores preocupações das autoridades quanto à segurança correta de quem adotasse o veículo causador de milhares de mortes e mutilações, sobretudo entre jovens.
De lá até hoje, pouco mudou. A superpopulação dos veículos de duas e quatros rodas, nas cidades e estradas, indicam razões de uma calamidade sem medida, vulgarizando os acidentes e as perdas de vida. Cruzamentos de ruas e avenidas, entroncamentos das rodovias de alta velocidade e horas de intensa movimentação, servem de palco a mais esse desafio da civilização do petróleo, num alerta aos que se aventuram no asfalto na intenção de abreviar as distâncias e economizar o tempo. O máximo de cuidado torna-se, pois, condição indispensável de sobrevivência aos que utilizam o tráfego selvagem, sob pena de crescerem as rotinas hospitalares, tantas vezes com vítimas fatais.
Por: Emerson Monteiro
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