O que é inclusão?No âmbito escolar, a inclusão refere-se ao processo de educar-ensinar, no mesmo grupo, crianças com e sem necessidades educativas especiais, durante parte ou na totalidade do tempo de permanência na escola.Nessa concepção, toda escola deveria estar preparada, tanto em termos físicos (mobiliário, espaço físico, etc.) quanto em termos pedagógicos para receber e atender todo tipo de aluno, respeitando suas diferenças e educando de acordo com o ritmo e as possibilidades de cada um. É a garantia do princípio democrático de escola para todos. A inclusão refere-se também à participação das pessoas com necessidades especiais na sua comunidade: trabalho, lazer, vida social, etc. A inclusão, portanto, é um movimento que se opõe à segregação com que eram tratadas (e, de certa forma, ainda são) as pessoas portadoras de algum tipo de deficiência ou desvantagem física ou mental.
As outras crianças podem ser prejudicadas pela presença de alunos com necessidades especiais?
Ao contrário. A convivência com a diversidade só pode trazer benefícios tanto para as crianças
ditas "normais" como para aquelas com necessidades especiais. Vivemos em uma cultura que costuma subestimar a capacidade dos portadores de deficiências porque crescemos acostumados com a segregação das pessoas que apresentam algum tipo de diferença em relação às demais, como se sua convivência na comunidade fosse impossível. Só o convívio com a diversidade pode formar cidadãos tolerantes, solidários e preocupados com o bem-estar das pessoas. Além disso, há muitos estudos que apontam que os ganhos educacionais das crianças com necessidades especiais na escola regular, quando atendidas adequadamente, são maiores do que os daquelas que frequentam apenas escolas especiais. Há também um ganho afetivo muito grande: as amizades, a participação e a aceitação favorecem a autoestima e o autoconceito dessas crianças.
Como a escola deve se preparar para receber alunos com necessidades especiais?
O preparo mais importante deve ser o dos educadores. Em termos pedagógicos, o educador deve estar preparado para fazer adaptações curriculares a fim de atender as diferenças de ritmo e de maneiras de aprender dos seus alunos (com ou sem necessidades especiais). Além disso, o educador deve estar preparado para aceitar as diferenças. Quanto mais aberto para a questão estiver o professor, melhor e mais afetiva será a convivência entre seus alunos. A inclusão é um direito das pessoas portadoras de necessidades especiais. É, também, um dever da sociedade mostrar-se competente para educar e propiciar condições de sobrevivência dignas para essas pessoas. Talvez a escola deva ser a primeira instituição a dar o exemplo.
Andréia Schmidt (psicóloga).
A partir deste texto de Andréia Schmidt, chamamos a atenção dos nossos representantes políticos, principalmente do município do Crato, para a reflexão da não existência de políticas públicas voltadas para a Educação Especial. Atualmente nós que trabalhamos com educação especial, sentimos muitas dificuldades em matricular um aluno com necessidades especiais no ensino regular. Ora por que a escola não sabe e nem tem proposta pedagógica para trabalhar com esta modalidade.Em outro momento ouvimos sempre o mesmo questionamento: o aluno com necessidades especiais está com distorção idade -série. Ora, se este aluno tem ritmo e aprendizagem diferentes dos demais alunos, é claro que ele não está na idade e série correlata.
Nós que fazemos a EEF Dom Quintino, juntamente com a APAE, vamos ficar na luta constante da efetivação dos direitos destas crianças e adolescentes. Não é favor nenhum matricular nossos alunos da Educação Especial, no ensino regular.Pelo contrário, é devolver e reconhecer o direito deles como cidadãos, de viver sem segregação, de desenvolver hábitos e atitudes, aspectos cognitivos,etc,em um ambiente educativo e acolhedor. Não se admite mais, nem da escola e da sociedade,uma postura de preconceito,discriminação, de acomodação, de fazer de conta que está cumprindo a sua função social. Exclusão além de ser crime, é cruel, é repudiante, é mesquinho tanto de quem faz como de quem consente.
Vamos juntos, abraçar a causa da "Inclusão Escolar" !

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