Wednesday, December 21, 2011

Indígenas e Belo Monte - Por: Milena Esteves


Energia limpa, sustentável e reduz o efeito estufa, essas são características ditas por aqueles que defendem a grandiosa arquitetura hidrelétrica, Belo Monte. Mas será correto classificá-la assim? Sabemos que entre as energias limpas a hidrelétrica é boa opção para diminuir os impactos ambientais, não há emissões de gases poluentes e os gastos para sua produção não é um rombo enorme aos cofres públicos, comparada as outras fontes de energia. Ora, se somente há pontos positivos, por que existe tanta resistência para sua construção?

No âmbito dessa discussão, está a população indígena, de onde parte resistência a obra, esta que afetará o ambiente cultural e uma de suas fontes alimentar, a pesca. Além dessa população, também são contra a hidrelétrica, estudantes e algumas celebridades, essas que fazem movimentos como “gota d’água”, utilizando a internet para mobilizar a população jovem e conseguir milhares de participantes, suficientes para paralisarem a obra. O movimento defende a idéia de que a produção de energia será baixa, por causa das secas existentes na região do rio Xingu, e que o cidadão pagará caro pelo investimento.

Nessa euforia de sustentabilidade que corre pelo mundo, as autoridades governamentais brasileira pega embalo e desfila com a bandeira verde, nova moda entre os chefes de Estado, os mesmos que defendem a paz mundial, democracia e blá, blá, blá.

Democracia, palavras dita aos quatro ventos pelo governo brasileiro, que está em contradição com a forma que procedeu , pois acredito que não há nada de democrático em tirar a população de seu sítio, arrancar sua cultura e obrigá-la a aceitar sem pestanejar. E assim o desenvolvimento sustentável esbarra no impacto social, cultural e fica a grande incógnita, o que priorizar? Os seres pensantes ou a idéia de viver em harmonia com o verde?

Milena Esteves
Natural de Dourados-MS, estudante de biotecnologia...

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