Saturday, June 18, 2011

Prof Zé Nilton comenta o Cinema no Crato


De repente o Crato retoma uma de suas facetas. Ostentar seu privilegiado lugar de cultura acumulada de tantos anos, desde o Século XVIII.

O lugar da cultura tem muito a mostrar e a dizer para o Siará do que dorme em suas entranhas. Basta que alguém acenda a luz, tal qual fez Huberto Cabral, para que a gloriosa cidade de Crato responda com brilhantismo, e mostre sua face de locus por excelência de receptáculo de tradições que marcaram o mundo desde a chegada da modernidade. Crato é o ponto de entrecruzamento da modernidade européia levada para os trópicos com a renovação do estado português, ante as forças de resistências esmagralhadas por seu estado de invalidez selvagem. Aqui se concretizou o princípio da vida política baseada na administração pública e na transição dos costumes da vida civilizada. Mas o povo expropriado na sua condição de subalterno soube armar estratégias de sobrevivências, e não deixou de estar presente nos invictos combates pela manutenção moral de nossa urbe.

Em 1764 abriram-se os contornos do núcleo urbano e criaram-se os equipamentos sociais para a integração humana com a metrópole vis-avis a ânsia do Império Lusitano em criar condições para seu domínio. Essa tradição de 308 anos, desde os primeiros assentamentos produtivos em nosso meio, pesa, nesta hora de homenagear um acontecimento ocorrido desde o limiar do Século XX, e salve o símbolo da Metro - "Ars Gratia Artis"- , que resultou, em dado período, na disseminação de cinco salas de cinema na cidade.

A Primeira Mostra Crato de Cinema e Vídeo não tem pra ninguém. Só no Crato.

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