"Caro Dihelson, sou mais um daqueles que logo pela manhã dou uma passada por seu blog. Já me tornei "viciado". Vejo que aqui acolá tem-se abordado a tão irritante poluição sonora, ou melhor, a falta de respeito pelos direitos alheios. Não pense que só as pessoas das cidades sofrem com o barulho, ele também de há muito já vem maltratando quem mora nos distritos de Crato, e com mais intensidade no distrito Dom quintino. Aqui a zoeira é fora do limite.Já não bastasse o local onde todos os finais de semana ocorrem festas não ter um mínimo de isolamento acústico, diga-se de passagem, pousam aqui com seus paredões pessoas da mais baixa estirpe Cratense e formam um verdadeiro inferno sonoro, onde se percebe portas e janelas de nossas casas tremerem frente a tão forte batuque. Que órgãos administrativos (SEMAC) são estes que autorizam essas festas noite adentro sem ao menos indagarem se o local da festa tem estrutura adequada para isolar o som emitido? Amigo, e steja livre para postar esse desabafo em seu blog. E finalizo: meu Deus, a que ponto retornamos!"
Giulliano Wagner.
UMA RESPOSTA:
Prezado Giulliano,
Coincidentemente, nessa semana, após aquela reunião na prefeitura que você deve ter visto as fotos aí no Blog do Crato, estavam 3 pessoas indignadas com esse problema aí: O Pres. da Fundação J. de Figueiredo, George Macário, o Secretário Érico Felício, que acabou de comprar um sítio na Zona Rural e já está decepcionado com a poluição, e estava de passagem o Joatan do Demutran. George reclamava que construiu um ateliê lá na serra para ficar em paz e produzir seus trabalhos de artes plásticas, e o barulho já chegou por lá, enquanto o Prof. Érico disse que alguma providência teria de ser tomada, porque segundo ele, a maior poluição sonora se deslocou da cidade e foi para os distritos e para a Serra. Ele falou que em muitos lugares quando ligam o som com forró eletrônico, os pássaros já batem asas e voam em bando. Dr. Nivaldo já havia saído da reunião.
Certa vez eu presenciei coisa semelhante: Numa das primeiras vezes em que fui para desfrutar da paz e da harmonia da natureza, fui até o Picoto, um ponto tradicional de visitas na Chapada do Araripe. Depois de muita caminhada, chegamos ao local, apenas para ter a tristeza de ouvir um som altíssimo que vinha lá do Clube Recreativo Grangeiro ( imagina só a distância ), e mesmo assim o som era alto demais. Incrível. Foi exatamente no dia 07 de setembro de 2007, pois eu filmei e a data ficou registrada na câmera.
Dr. Nivaldo Soares me abordou lá na reunião da prefeitura nessa semana, me chamou à parte e pediu desculpas pelo ocorrido no parque de exposição durante a EXPROAF. Segundo ele, no primeiro dia ( aquele que gerou a reclamação ), realmente, a SEMAC contou com a boa vontade dos realizadores, e nunca pensou que eles iriam fazer aquilo. Quando publicamos aqui no Blog do Crato as inúmeras reclamaçõe no dia seguinte, ele deslocou uma equipe para ficar lá e ficaram vigiando a noite inteira nos dias seguintes, tanto é que até elogiamos aqui e haviam tomado alguma providência, pois não escutamos mais barulho. No último dia, Com SEMAC e tudo, criou-se lá no parque um celeuma, as bandas que iam se apresentar começaram um bate-boca por causa do som ( que acharam baixo para os padrões deles ), e pelo que eu entendi, eles acabaram driblando a fiscalização.
Dr. Nivaldo Soares me disse que vai se reunir novamente com o promotor Dr. Pedro e ver o que mais podem fazer no sentido de tentar acabar com a poluição sonora na cidade. É bom que o Nivaldo esteja lendo esse texto aí do Giulliano pra ele saber que além da cidade, vão ter mais trabalho ainda para combater a poluição na Zona Rural ( mas eu creio que ele já sabe ).
Eu acho que mais interessante, Nivaldo, seria começar uma campanha de conscientizaçao do povo nas estações de Rádio. Nivaldo discorda, e acha que para esses desordeiros a única coisa que eles entendem, é o peso da multa. Quando afeta o bolso, os caras começam a ficar dentro da lei.
Dihelson Mendonça
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