Saturday, February 20, 2010

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER - Por Maria Otilia

Nos últimos anos vimos muitas mulheres assassinadas pelo seus companheiros. Outras que são diariamente agredidas e que não tem coragem de denunciar seus agressores por medo, ou até mesmo pela dependência financeira. Constatamos assim que não adianta mais somente levantar a bandeira da justiça, da punição dos culpados. Está na hora da sociedade como um todo, repensar quais políticas sociais serão necessárias para criar uma outra cultura que não seja de uma sociedade machista.
Nós educadores também devemos repensar uma nova proposta pedagógica para as nossas escolas ,onde seriam inseridos competências e habilidades que trabalhassem os novos valores tais como: respeito mútuo, respeito as diversidades, questões de gênero, preconceito,etc.
Acredito que todas as instituições educativas, revendo a sua função social, podem contribuir para que nossas crianças e adolescentes sejam no futuro, adultos mais humanos, mais compreensivos, mais tolerantes, menos preconceituosos. A Escola pode e deve ultrapassar os seus muros e oferecer além dos conteúdos, ações educativas que interfiram na educação da sua clientela. Inclusive dando a oportunidade dos nossos jovens construírem novas posturas. Para que mais tarde na sua vida adulta possa conviver em harmonia com o seu companheiro ou companheira, de modo saudável, sem violência, sem machismo.
Não adianta apenas criar leis, decretos, sem antes refletir qual a sociedade estamos inseridos. Quais são os seus valores, sua concepção de homem, de mundo,etc.
Lembremos de que não precisaria construir tantos presídios se toda a sociedade civil e organizada realmente cumprisse com a sua função social. Todos os segmentos trabalhando com um mesmo objetivo: prevenção antes de tudo. E isso começaria dentro da família e chegando a escola onde as crianças aprenderiam que o ser humano é igual, tanto nos seus direitos como nos seus deveres. Que homens e mulheres são iguais, respeitando é claro as especificidades de cada gênero.

Texto postado por Maria Otilia

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