Dizem alguns que direitos humanos são manias de intelectual desocupado; que a escalada de crimes existente no seio da sociedade vem da falta de moral da juventude desocupada, consumidora da licenciosidade dos tempos; que os moços caem fácil nas malhas do vício porque teimam preferir o caminho tortuoso do erro; que isso tudo procede do desespero e da falta de coragem de trabalhar; que as instituições punitivas tornaram-se fracas, permissivas; e que as penas devem coibir com mais rigor a falta de freio dominante.
Outros falam que não há justiça contra os perversos que se aproveitam das fraquezas do sistema e ganham espaço. Comunidade flácida, geração delinquente – na leitura dos falcões instalados, de paletó e gravata, no poder.
O problema da violência, queiram, ou não, os plantonistas, possui raízes profundas no âmago do tecido social da história.
Nunca excede relembrar os vínculos homem-sociedade. A estrutura dos grupos representa homens e mulheres multiplicados pelos fatores que lhes reúnem a favor dos particulares interesses. Por tal motivo as forças geram resultados proporcionais ao esforço coletivo, senão seríamos apenas ilhas individuais.proporcionais ao esforço coletivo, senão seríamos apenas ilhas individuais.
Cada jovem que desaparece nas brigas de gangue representa, por isso, alguém discriminado deste modelo de mundo capitalista selvagem.Ali faltou orientação dos lares equilibrados, isto sob as condições mínimas de afabilidade, respeito, satisfação pessoal. Inexistiram promessas de futuro benfazejo, perspectiva digna de educação, moradia, paz social, sobrevivência harmoniosa com os demais seres humanos; esperança de saúde, alimentação ideal, liderança honesta e democrática; participação plena, no âmbito comunitário; etc.
Os jovens defrontam portas fechadas, submetidos à cultura do salve-se quem puder; do se vire ou suma; do farinha pouca, meu pirão primeiro, das tristes competições do circo pós-moderno.
Apenas punir por punir prova que se não resolveu no passado, jamais resolverá no futuro; senão resolveria nos lugares da pena de morte, onde populações vivem segregadas nos presídios, diante das medidas jurídicas extremas e de comprovada ineficácia naquilo a que se destina.
Senhores poderosos de todos os naipes, ergam seus valores e procurem o quanto antes a resposta social para conter a injustiça, móvel de tantas dores. Lembrem dos seus entes queridos, filhos, sobrinhos, netos, filhos dos amigos, que desfrutam do sucesso salutar. O que fizermos ao menor desses pequeninos a Deus o faremos, diz o saber universal. Chega de sangue derramado ao léu! Demos um basta nisso, o que só juntos poderemos conseguir.
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