Nos últimos anos, o ensino de língua [seja ela Portuguesa ou Estrangeira] tem passado por inúmeras modificações. Com a publicação dos documentos oficiais [PCNs e OCNs], surge um novo enfoque com base em uma perspectiva textual e, sobretudo, contextual. O que ocasionou uma alteração nos parâmetros norteadores do ensino e, consequentemente, novas possibilidades de cunho metodológico para o ensino de língua e da leitura. Segundo (SANTOS, 2002, p. 30-31) “a partir da década de 80, deslocou-se o eixo do ensino voltado para a memorização de regras e nomenclaturas da gramática de prestígio, para um ensino cuja finalidade é o desenvolvimento da competência lingüístico-textual, isto é, o desenvolvimento da capacidade de produzir e interpretar textos em contextos sócio-históricos verdadeiramente constituídos”. Essa nova perspectiva tem sido adotada em diversos processos seletivos. As mais recentes provas do Enem e de vestibulares [em diversos estados] já trazem uma nova abordagem pautada Nessas provas, a leitura é alçada à perspectiva de atividade de Construção de Sentidos, o que abrange fatores linguisticos, sociais e estratégias cognitivas de leitura (KOCH & ELIAS, 2006).Essa nova abordagem, pautada em uma perspectiva textual e contextual, requer que o leitor seja apto a compreender e interpretar diversos gêneros/ tipos de texto a partir de diversas estratégias de leitura. Um dos aspectos mais solicitados, nessas provas, refere-se ao ato de identificar o objetivo do gênero textual ou, também, a intenção e os propósitos comunicativos do autor. Destaca-se, sobretudo, o fato de o leitor ser estimulado a trabalhar com os diversos aspectos do gênero/ tipo textual, ou seja, fatores internos e externos, tais como: a data da publicação, o veículo onde foi publicado [revista, jornal, livro, site, etc.], o título do texto. Todos esses aspectos textuais auxiliam na compreensão textual. Nesse sentido, a leitura passa a ser trabalhada em uma perspectiva de junção de fatores, o que engloba os elementos verbais/ não-verbais, os elementos intratextuais e extratextuais, isto é, a compreensão global dos elementos presentes no texto.
Referencias
SANTOS, Carmi Ferraz. A Formação em Serviço do Professor e as Mudanças no Ensino de Língua Portuguesa. ETD – Educação Temática Digital, Campinas, v.3, n.2, p.27-37, jun. 2002.
KOCH, Ingedore Grunfeld Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e Compreender: os Sentidos do Texto. São Paulo: Contexto, 2006.
Silvio Profirio da Silva
Aluno do Curso de Letras da Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE. E-mail: silvio_profirio@yahoo.com.br
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