BBC Brasil - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta sexta-feira que as guerrilhas da Colômbia deveriam "reconsiderar" a estratégia de luta armada e que estes grupos se converteram em uma desculpa para a "intervenção" dos Estados Unidos na região. As declarações foram feitas um dia depois de Chávez anunciar o rompimento das relações diplomáticas com a Colômbia, após Bogotá acusar a Venezuela de abrigar grupos guerrilheiros em seu território."Acredito que os movimentos armados na Colômbia deveriam reconsiderar sua estratégia armada (...) não há condições na Colômbia para que eles possam tomar o poder", afirmou Chávez na noite desta sexta-feira, durante um ato com sindicalistas latino-americanos, em Caracas.
"Pelo contrário, (os grupos armados) se converteram na principal desculpa para o império penetrar na Colômbia a fundo e, a partir de lá, agredir a Venezuela, agredir Equador, Nicarágua, agredir Cuba", acrescentou.
ANOS 1960
Durante seu discurso, o presidente venezuelano ainda afirmou que a situação política atual não é como a dos anos 1960, quando diversos grupos armados atuavam no continente, e citou líderes latino-americanos que atuaram em movimentos de esquerda, inclusive a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff. "O mundo de hoje não é o mesmo mundo dos anos 1960", disse. "Aí está Pepe Mujica (ex-guerrilheiro, presidente do Uruguai), está Daniel (Ortega, presidente da Nicarágua), está Evo (Morales, presidente da Bolívia), está Lula e estará Dilma (Rousseff), enfrentando as oligarquias e o imperialismo", afirmou Chávez. Também durante seu discurso, Chávez voltou a afirmar que não desconsidera um conflito com a Colômbia e disse que "não ficará de braços cruzados" se o país invadisse seu território. "Que Deus nos livre de uma guerra, mas nós estamos obrigados a considerar esse cenário", disse Chávez.
Fonte: Folha OnLine
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