Nota do Editor - Mas que coisa esquisita essa, dos prefeitos que perderam as eleições deixarem de fazer as festas de Natal e Reveillon em suas cidades. Em vários casos, a alegaçao é de "governo de transição", como no caso do Crato. Em Fortaleza, a prefeita Luizianne Lins ao que tudo indica, não fará o tradicional reveillon, que é uma das suas marcas registradas. O grande problema que eu vejo é o enorme ARRANHÃO POLÍTICO que essas faltas trarão à vida dos gestores e o desconforto da população, que fica privada das suas festas. Tá todo mundo aí reclamando que nao irão fazer o natal, porque perderam as eleições. Isso fica muito mal para o currículo desses prefeitos. Um arranhão que certamente, daqui a 50 anos, as pessoas poderão lembrar e comentar. Os prefeitos inteligentes devem evitar este tipo de atitude, especialmente os que ainda tiverem pretenções políticas. Em artigo no O POVO deste sábado (1º), o editor adjunto do Núcleo de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos, comenta a dúvida em torno da realização do Réveillon de Fortaleza. Confira:
Uma das marcas que caracterizou a passagem de Luizianne Lins pela prefeitura de Fortaleza foi a festa de Réveillon. O evento ganhou dimensão nacional e apesar de questionamentos sobre os valores despendidos a cada edição, não se pode deixar de reconhecer o avanço em relação a anos anteriores em termos de divulgação para o município. Por isso, seria natural que mesmo com a derrota na última eleição, fosse garantida a festa, até como forma de assegurar simbolicamente a origem dessa marca.
O que se vê hoje, todavia, a menos de um mês para o encerramento de 2012, é a completa dúvida sobre a realização do evento, fato gerado a partir de infeliz entrevista concedida pela prefeita, jogando a bola para o governador e o futuro prefeito decidirem. Como as condicionantes colocadas pela prefeita ao governador e a Roberto Cláudio para a realização do evento foram publicamente aceitas, era esperado, pelo menos, que o processo caminhasse a partir de então. O que se nota, no entanto, é que nada andou de lá para cá, do que se deduz que a prefeita parece ter deixado de lado a condução do processo.
Caso isso se confirme de fato, será uma pena. Primeiro, porque a cidade não pode ser vítima de desavenças políticas. Outro aspecto, diz respeito diretamente a imagem de Luizianne, que sairia arranhada caso a festa não acontecesse, ou aconteça sem o devido esmero de versões anteriores. Para quem construiu sua trajetória no trato correto da coisa e do respeito à sociedade, seria lamentável em todos os sentidos.
Isso mostra, o quanto ainda os gestores públicos precisam amadurecer para entender que não são donos do executivo. Não custa lembrar que o papel do gestor público é articular ações em prol da coletividade, e quando essas se concretizam, assumem esse caráter coletivo. Ao criar dificuldades para a festa, a prefeitura, portanto, não só atinge o governador ou futuro prefeito. Mas a sociedade, que se apropriou daqueles instantes que lhe trazem orgulho, entre outros sentimentos.
Uma das marcas que caracterizou a passagem de Luizianne Lins pela prefeitura de Fortaleza foi a festa de Réveillon. O evento ganhou dimensão nacional e apesar de questionamentos sobre os valores despendidos a cada edição, não se pode deixar de reconhecer o avanço em relação a anos anteriores em termos de divulgação para o município. Por isso, seria natural que mesmo com a derrota na última eleição, fosse garantida a festa, até como forma de assegurar simbolicamente a origem dessa marca.
O que se vê hoje, todavia, a menos de um mês para o encerramento de 2012, é a completa dúvida sobre a realização do evento, fato gerado a partir de infeliz entrevista concedida pela prefeita, jogando a bola para o governador e o futuro prefeito decidirem. Como as condicionantes colocadas pela prefeita ao governador e a Roberto Cláudio para a realização do evento foram publicamente aceitas, era esperado, pelo menos, que o processo caminhasse a partir de então. O que se nota, no entanto, é que nada andou de lá para cá, do que se deduz que a prefeita parece ter deixado de lado a condução do processo.
Caso isso se confirme de fato, será uma pena. Primeiro, porque a cidade não pode ser vítima de desavenças políticas. Outro aspecto, diz respeito diretamente a imagem de Luizianne, que sairia arranhada caso a festa não acontecesse, ou aconteça sem o devido esmero de versões anteriores. Para quem construiu sua trajetória no trato correto da coisa e do respeito à sociedade, seria lamentável em todos os sentidos.
Isso mostra, o quanto ainda os gestores públicos precisam amadurecer para entender que não são donos do executivo. Não custa lembrar que o papel do gestor público é articular ações em prol da coletividade, e quando essas se concretizam, assumem esse caráter coletivo. Ao criar dificuldades para a festa, a prefeitura, portanto, não só atinge o governador ou futuro prefeito. Mas a sociedade, que se apropriou daqueles instantes que lhe trazem orgulho, entre outros sentimentos.
Com informações do O POVO Online
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