Friday, November 4, 2011

Deputado Heitor Férrer diz que não há políticas de combate à pobreza no Ceará



Em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Ceará [AL-CE] nesta quinta-feira [03], odeputado Heitor Férrer [PDT] afirmou que o Governo do Estado não possui nenhuma política de combate à pobreza, e, por isso, não há redução do número de pobres e miseráveis no Estado.

Segundo ele, a atual gestão já está em seu quinto ano e nenhum programa ou projeto foi colocado em prática tendo em vista a elevação da qualidade de vida de grande segmento da população.

Para o pedetista, de nada adianta desenvolvimento econômico se não houver justiça social. “O Brasil ocupa a 84ª posição no Índice de Desenvolvimento Humano. Não estamos acompanhando a pujança da economia, que já é considerada a sétima do planeta. Este é o país que herdamos”, frisou.

O parlamentar assinalou que um em cada cinco cearenses é pobre ao extremo. “Estamos no quinto ano do Governo Cid Gomes. Não somos inconsequentes de dizer que não há políticas públicas para avançar no Estado. Já temos a rede de hospitais, porém a qualidade de vida não tem melhorado. A parte do Governo que diz respeito ao bem-estar e ao combate à pobreza foi zero. São bilhões arrecadados, obras faraônicas realizadas, mas nada muda na vida de parcela significativa da população”, avisou.

Heitor Férrer explicou que os mecanismos para quebrar a estrutura de pobreza são inexistentes. De acordo com o deputado, o governador Cid Gomes diluiu a verba do Fundo de Combate à Pobreza em todas as secretarias de Estado, sem por em prática nenhum programa necessário a esse combate.

O deputado explicou ainda que o professor Carlos Manso, do Laboratório de Estudos da Pobreza [LEP] da Universidade Federal do Ceará, disse claramente que o Governo do Estado não teve foco para se determinar a minimizar “esse caos” que existe em nosso Estado. “São 1,5 milhão de cearenses na pobreza, e 900 mil na miséria, que vivem às migalhas, e não têm rendimento de sequer 1/8 do salário mínimo. Ao mesmo tempo, 49% ganham até meio salário mínimo por mês".

Segundo Heitor Férrer, o LEP sugeriu ao Governo do Estado assumir o planejamento, a coordenação, o gerenciamento e o controle das ações de combate à pobreza. “Mas após cinco anos não houve nenhuma política pública que minimizasse a pobreza. Vamos sair com obras gigantescas. Hospitais, escolas profissionalizantes, mas precisamos criar mecanismos efetivos de redução da miséria”, defendeu.

* Com informações da Agência de Notícias da Assembleia Legislativa - Via Yuri Guedes


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